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Efluentes Agrícolas e Eutrofização  

Actividades agrícolas constituem uma grande parte do uso do solo na bacia do rio Limpopo, particularmente na África do Sul, com aproximadamente 244 000 ha para irrigação, 0.23 Milhões de hectares para produção hortícola, 1,78 Milhões de hectares de pastagem e 0,46 Milhões de hectares de florestas.

As actividades agrícolas podem resultar em fontes de poluição de água tanto pontuais como difusas. Estas fontes incluem:

  • Efluentes de viveiros de engorda de gado
  • Poluição resultante do fluxo de retorno de agricultura e
  • Sedimentos resultantes da erosão dos terrenos cultivados.

Esta sessão também considera as concentrações de nitratos medidos a montante e a jusante ao longo do rio Limpopo.

Efluente de Viveiros de Engorda de Gado

Efluentes de viveiros de engorda de gado podem ser responsáveis pela libertação de nutrientes, medicamentos e hormonas no ambiente e nas fontes de água superficial e subterrânea.

Fluxo de retorno

O escorrimento superficial de terrenos de agricultura deficientemente geridos pode resultar na acumulação de nutrientes de nitrogénio e fósforo conduzindo à e eutrofização. Elevados níveis de nutrientes podem tornar-se tóxicos para ambientes aquáticos. Eutrofização ocorre quando a presença de nitrogénio e fósforo resulta em mudanças físicas, químicas e biológicas num corpo de água. Isto manifesta-se frequentemente em crescimento exagerado e acelerado de vegetação e algas na água.

A evidência de poluição agricultural no rio Limpopo superior é relativamente escassa, com concentrações de nitrato e fosfato (normalmente associados com efluente agricultural) abaixo de 1 mg/L e menos de 0.5 mg/L para fosfatos napare sul-africana do rio Limpopo superior (LBPTC 2010).

De acordo com Ashton etal. (2001), a maioria das sub-bacias da bacia do rio Limpopo sofrem efeitos menores de fontes difusas de poluição de agricultura comercial e de sobrevivência, com as sub-bacias do baixo Limpopo na África do Sul também sendo afectadas por vários graus de efeitos de fluxos de retorno não pontuais provenientes da agricultura de irrigação intensiva; Estes efeitos não pontuais de fluxos de retorno da agricultura são classificados como relevantes nas sub-bacias do Crocodilo e Marico (Asthon et al. 2001).

Rio dos Olifants – actividades agrícolas afectam a qualidade de água através do aumento dos volumes de nutrientes e perda de sedimentos devido a práticas deficientes de gestão do solo.
Fonte: Malapo Country Lodge 2009
( clique para ampliar )

Um dos depósitos de contaminantes da qualidade de água nas sub-bacias do rio dos Olifants é o lago Loskop, que recebe descargas de múltiplas fontes, incluindo drenagem ácida de minas, descargas de esgoto e fluxos de retorno de agricultura. A intensidade dos problemas de qualidade de água neste e noutros corpos de água na sub-bacia do rio dos Olifants tem resultado em efeitos significativos. Estas matérias são discutidas em maior detalhe na secção Indústria e Mineração sobre Impactos Humanos na Qualidade da Água.

A erosão do solo desempenha um papel significativo na qualidade da água.
( clique para ampliar )

Erosão

A erosão, resultante das práticas deficientes de gestão do uso do solo, poderesultar no aumento da carga de sedimentos nos rios, na medida em que solos e sedimentos são arrastados durante fortes e persistentes chuvas. O estudo recente da LBPTC (2010) afirma que cargas de sedimentos no rio dos Olifants são muito elevadas devido a práticas deficientes de gestão do uso do solo para agricultura nestas bacias intensamente cultivadas

Este factor, não somente afecta negativamente a qualidade da água, mas também causa significativos problemas a montante das barragens, na medida em que os sedimentos são depositados quando a água diminui de velocidade entrando nos reservatórios. Esta deposição, também conhecida como assoreamento, resulta na redução da capacidade de armazenagem nas barragens. Esta situação, persistindo por períodos longos, pode tornar a barragem ineficaz.

Nitratos

Nas áreas a montante da bacia do rio Limpopo no Botsuana osvalores do nitrato variam de 0,27 mg/L a 11,78 mg/L. Na África do Sul níveis de nitrato são tipicamente mais baixos nas zonas a montante (<0.5 mg/L) (LPBTC 2010). Mais a jusante a discrepância aumenta com uma diferença de 90% em valores médios das concentrações de nitrato registados na África do Sul e Zimbabué. Valores na África do Sul são tipicamente abaixo de 1 mg/L, enquanto são muito maiores no Zimbabué. Nas zonas inferiores da bacia do rio Limpopo há uma ordem de magnitude entre os valores de nitrato medidos na África do Sul comparado com a estação de Massingir, mais a jusante.

Veja Água Subterrânea para uma discussão sobre nitratos na água subterrânea e efeitos associados à saúde.

 



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