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Cheias  

Cheias (também conhecidas como inundações) são o maior problema na bacia do rio Limpopo, particularmente nas zonas do Baixo Limpopo, através da planície de inundação costeira em Moçambique. Esta região de baixo-relevo é particularmente susceptível já que durante períodos de alto caudal recebe uma larga porção das águas da parte superior da bacia.

A bacia do rio Limpopo tem sido sujeita a vários e relevantes eventos de cheia ao longo dos últimos anos. Todos estes eventos estão associados a fortes chuvas resultantes de ciclones tropicais.

Conforme dito em Cheias, na secção Princípios da Hidrologia, a rápida conversão de fortes chuvas em águas de cheia aumenta quando a precipitação cai em solos saturados ou próximos de saturação. Várias cheias severas têm sido registadas nos últimos 50 anos (em 1955, 1967, 1972, 1975, 1977, 1981 e 2000). O mapa abaixo mostra o trajecto de quatro dos maiores ciclones tropicais que atingiram Moçambique entre 1984 e 2000 (Domoina, Filao, Eline e Hudah).

Altos caudais muitas vezes resultam em inundações, uma vez que os gradientes de canais são rasos, significando que a transição para além de margens cheias é rápida (PBA 2007).

Os impactos das inundações podem ser devastadoras, deslocandomilhares de pessoas e perturbando formas de vida.
Fonte: ARA-Sul 2000
( clique para ampliar )

Causas Remotas

As cheias na bacia do rio Limpopo são geralmente causadas por uma série de factores primários:

  • Chuvas fortes, episódicas e localizadas, geralmente associadas com actividade de ciclone tropical e solos saturados de eventos precedentes;

  • Práticas deficientes de gestão do uso do solo, incluindo limpeza de terrenos e fraca gestão de terrenos de agricultura na zona superior da bacia do rio;

  • Erosão do solo associado a aumentos do escoamento superficial; e

  • Falta de gestão integrada das barragens e das zonas húmidas a montante.

Fonte: Amaral e Sommerhalder 2004; Leira et al. 2002

Perda ou danificação de zonas húmidas podem ter impacto relevante sobre os eventos de cheia, uma vez que as zonas húmidas podem actuar como amortecedores em períodos de alto caudal. As zonas húmidas na zona alta do rio podem absorver e reter água, amenizando os efeitos de chuvas fortes e o aumento do caudal. Apesar das zonas húmidas contribuírem para o controlo do caudal, a sua capacidade é limitada e uma vez saturadas, elas têm pouca relevância em termos de redução dos impactos das cheias.

Trajectos dos ciclones tropicais recentes que tem atingido a linha da costa de Moçambique desde 1984.
Fonte: Leira et al. 2002
( clique para ampliar )

A animação abaixo ilustra a precipitação média mensal entre Março de 1999 e Fevereiro de 2000, de acordo com as mediações feitas pelo sensor NASA/JAXA TRMM. A animação mostra o aumento da precipitação associado com o ciclone Eline durante o período de Fevereiro 2000 que resultou nas grandes cheias em Moçambique.

Precipitação Média Mensal para a região da África Austral, conduzindo ao ciclone Eline em 2000.

Fonte: NASA/Goddard Space Flight Center Scientific Visualization Studio

Os Impactos das Cheias

Os impactos negativos das cheias de 2000 não se limitam somente a trágica perda de vidas e aos impactos económicos imediatos da perda de propriedades e terras cultivadas. Estimou-se que as cheias de 2000 tiveram um impacto significativo de longo prazo na economia de Moçambique, com alguns especialistas a sugerir reduções do Produto Interno Bruto em 20 %, como resultado directo das cheias.

Além disso a intensidade das cheias removeu a parte superficial do solo de largas porções de terreno de agricultura na zona baixa da bacia do rio Limpopo. Em alguns casos, o solo foi completamente removido, expondo completamente a rocha mãe por baixo.

Um efeito adicional imprevisível em Moçambique foi a deslocação de dispositivos não detonados remanescentes da guerra civil (minas terrestres). As águas das cheias teriam movido milhares de minas terrestres. Estas minas eram previamente localizadas em áreas conhecidas, mapeadas e evitadas, mas uma vez que as águas das cheias recuaram, muitas foram movidas para novos locais, significando graves ameaças à população local (Wareham 2000). Esta é uma infeliz ocorrência comum nas antigas zonas de conflitos em risco de cheias e tempestades severas.

As cheias de 2000 também tiveram efeitos importantes no Botsuana, África do Sul e Zimbabué com o Rio Limpopo a subir ao seu nível mais alto em cerca de 15 anos (Dartmouth Flood Observatory 2000), causando grandes danos a propriedades e perdas de vida humana e vida selvagem.

A imagem abaixo é uma fotografia do satélite RADARSAT-1, mostrando a extensão das cheias a jusante da bacia do rio Limpopo, em 23 de Fevereiro de 2000.

Imagem do RADARSAT-1, mostrando o baixo Limpopo, perto de Xai Xai, durante as cheias de 2000 causadas pelo Ciclone Eline.
Fonte: Dartmouth College Flood Observatory 2000
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