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Água Subterrânea  

Água Subterrânea na SADC

A água subterrânea é uma fonte de água crucial para a população que habita a região da SADC. Aproximadamente 37 % da população regional dependem de fontes formais ou melhoradas de água subterrânea, 23 % do abastecimento formal de água superficial e 40 % de água subterrânea não melhorada bem como de fontes de água superficial. Este nível de dependência alia-se ao facto de que aproximadamente um terço da população da região vive em condições propensas a seca, fazendo com que a água subterrânea seja um recurso ainda mais precioso (SADC 2011).

Como parte do Plano Regional de Acção Estratégica, a SADC está a liderar um Projecto de Gestão de Água Subterrânea e Seca. Um dos primeiros objectivos deste projecto será a criação de um Instituto Regional de Gestão das Águas Subterrâneas na África Austral, a se localizar na Universidade de Bloemfontein, África do Sul.

Em adição as matérias fornecidas abaixo, o Centro de Documentação fornece acesso a uma série de Boletins Informativos sobre a Situação da Água Subterrânea publicados pela equipa do Banco Mundial. Estão igualmente disponíveis no Centro de Documentação um manual da Cap-Net para o desenvolvimento de capacidades na gestão de águas subterrâneas (Groundwater Management in IWRM) e uma publicação da UNESCO sobre aquíferos transfronteiriços (Transboundary Aquifers: Managing a Vital Resource).

Recursos em Água Subterrânea

A água subterrânea é extensivamente utilizada através da região da África Austral, incluindo a bacia do rio Limpopo, fornecendo uma grande percentagem de água para a irrigação e esquemas de abastecimento ao meio rural (FAO 2004). Isto é particularmente observado nas áreas rurais localizadas longe dos recursos de água superficial. A água subterrânea é também largamente utilizada pela indústria mineira na bacia (CGIAR 2003).

O mapa abaixo, elaborado pela iniciativa WHYMAP, ilustra a distribuição dos tipos de recursos em água subterrânea e a de recarga potencial através da bacia.

Recursos em água subterrânea da bacia do rio Limpopo.
Fonte: WHYMap 2009
( clique para ampliar )

Devido aos recursos superficiais limitados, particularmente ao sul dos pais, a população rural do Botsuana é altamente dependente da água subterrânea (FAO 2004). Aproximadamente 65 % dos recursos de águas disponibilizadas no Botsuana vêm da água subterrânea (Els e Rowntree n.d.). Os fornecimentos de água subterrânea no meio rural estão agora aumentados através de injecções de águas superficiais através do Aqueduto de Água Norte-Sul, o qual deverá ser ligado ao Serowe na bacia do rio Limpopo durante o corrente ano (2010).

Enquanto que o potencial de água subterrânea em Moçambique é geralmente muito elevado (Kundell 2007 e Barros 2009), Sogreah (1993) afirma que o potencial na porção de Moçambique da bacia do rio Limpopo é fraca e com elevada mineralização em muitos dos aquíferos. Pensa-se que a área de Dune ao longo da costa de Moçambique tem um bom potencial de água subterrânea com aproximadamente 5 a 10 m³/h por km².

A água subterrânea tem um papel crucial no abastecimento das áreas rurais na porção da Africa do Sul da bacia do rio Limpopo, fornecendo água para abastecimento e irrigação na ordem de aproximadamente 850 m³/ano. Muitas das comunidades desta região estão localizadas nas proximidades ou sobre aquíferos marginais com potenciais de produção de 2 l/s (FAO 2004). A qualidade da água subterrânea é relativamente pobre devido à elevada salinidade. Os recursos de água subterrânea da área de Dedron da província do Limpopo da África do Sul têm sido severamente sobre-explorados. Veja o quadro a baixo para detalhes. WISA (2010) e DWAF (2004) fazem as seguintes observações relativas aos recursos de água subterrânea da porção da África do Sul da bacia:

  • A sub-bacia de Marico - elevadas produções são obtidas de aquíferos dolomíticos e de nascentes locais de água subterrânea (aquíferos aluvionários);
  • A sub-bacia do Crocodilo -osrecursosde água subterrânea largamente disponíveis nesta sub-bacia com aproximadamente 125 m3/ano são utilizados numa combinação de agricultura irrigada, de abastecimento doméstico, de abastecimento industrial e de abastecimento municipal;
  • A sub-bacia do Limpopo - os recursos em água subterrânea largamente disponíveis com qualidade variável são as principais fontes de água na sub-bacia, com uso intensivo focalizado a norte de Polokwane e nas vizinhanças de Dendron, para o uso doméstico e irrigação;
  • As sub-bacias de Lvuvuhu/Letaba- a água subterrânea é utilizada conjuntamente com águas superficiais nesta sub-bacia. A quantidade e a qualidade varia substancialmente dependendo das características do aquífero subjacente.
  • sub-bacia de Olifants - elevadas produções de água subterrânea estão associadas à rocha dura alterada e dolomites e são largamente utilizadas para o abastecimento de água e para dar de beber ao gado.

Os recursos de água subterrânea no sul do Zimbabué não são muito produtivos, com muitas das fontes domésticas e dos furos abastecendo casas individuais e pequenas comunidades, ficando secas antes do fim da estação seca (FAO 2004). A degradação da terra, resultante da fraca gestão do seu uso, trouxe como resultado a seca da terra húmida restante de dambo,da província sul do Matabeleland

Recarga da Água Subterrânea

Até esta data nenhum cálculo da recarga de água subterrânea a nível da bacia foi feito mas dados pontuais espalhados através da bacia fornecem uma certa ideia sobre a situação da recarga (na bacia). Na ausência de informações abundantes sobre a recarga de águas subterrâneas, o mapa acima pode ser utilizado como guia no que respeita à distribuição do potencial da recarga.

Pensa-se que a recarga de água subterrânea na bacia do Rio Limpopo em Botsuana é muito baixo com índices de aproximadamente 1 a 3 mm/ano nas regiões central e no Kalahari e com 5 a 9 mm/ano nas regiões a este, excluindo o bloco Tuli. A extracção total de água no Botsuana em 1990 foi 76 vezes maior que a recarga anual, com extracções previstas a aumentar em quase 100 % em 2020.

Aquíferos Transfronteiriços

Adicionalmente aos sistemas de aquíferos locais, a bacia do rio Limpopo inclui uma série de aquíferos transfronteiriços. Esses aquíferos são particularmente importantes, pelo que são utilizados em conjunto por dois ou mais países, requerendo uma gestão cooperativa do uso/extracção da água e das fontes de poluição que os podem afectar. O mapa abaixo (à esquerda), é uma visão regional desses aquíferos transfronteiriços, divididos em quatro categorias principais:

  • Aquíferos de base Pré-Cambrianos
  • Rochas vulcânicas
  • Rochas sedimentares consolidadas (Cambrianos e mais jovens)
  • Sedimentos não consolidados (principalmente Quaternários).
Aquíferos transfronteiriços na região SADC.
Fonte: IGRAC 2005
( clique para ampliar )

Como pode ser visto neste mapa, os três principais aquíferos transfronteiriços na bacia do rio Limpopo, são os seguintes:

  • Bacia Dolomítica do Ramotswa
  • Sub-bacia Tuli Karoo
  • Bacia Limpopo

Exploração de Água Subterrânea

A água subterrânea é obtida principalmente através de perfurações (Furos de água subterrânea), perfurados da superfície através de uma sonda (possivelmente incluída na fotografia). O mapa no fim desta página mostra um esquema da distribuição de perfurações através da bacia do rio Limpopo. O número actual de perfurações pode variar significativamente, uma vez que muitas perfurações não são registadas quando executadas, ou quando foram executadas antes da criação dos inventários nacionais.

Por regra, as potenciais produções globais de perfurações na bacia do rio Limpopo são relativamente baixas, limitando a amplitude em que a água subterrânea pode ser utilizada no que concerne ao abastecimento de água em larga escala. As excepções a este facto são as áreas que têm acesso a aquíferos aluvionários ao longo do rio Limpopo.

Enquanto a produção potencial é baixa, a água subterrânea representa um recurso essencial em períodos de baixo caudal nos rios (CGIAR 2003).

As imagens abaixo, mostram a perfuração e a construção de um furo muito produtivo na província do Limpopo na África do sul. Este furo foi executado com um diâmetro muito largo para suportar elevados índice de extracção – 40 l/s. O furo foi feito a 180 m de profundidade, passando por basaltos que produzem águas de baixa qualidade até aquíferos areníticos abaixo, que fornecem altas produções de água subterrânea de boa qualidade. A perfuração foi construída de forma a filtrar a camada basáltica, permitindo somente a extracção de água subterrânea profunda e de boa qualidade.

A água deste furo e de campos de furos associados em Kromhoek, fornecem água para a comunidade de Alldays a uma distância de 25 km da Mina de Diamante de Venetia, que por sua vez, fica 20 km mais afastado.

Perfuração de um furo de elevada produção em Kromhoek, Província do Limpopo, África do Sul.
Fonte: Maluleke 2006
( clique para ampliar )
Construção de um furo de elevada produção em Kromhoek, Província do Limpopo, África do Sul.
Fonte: Maluleke 2006
( clique para ampliar )

Sobre exploração de Água Subterrânea

O exemplo abaixo, extraído da FAO (2004), fornece um breve estudo de caso dos impactos de sobre-exploração de água subterrânea na região de Dendron na Província do Limpopo, na África do Sul.

Sobre-exploração da água subterrânea na província do Limpopo, África do Sul

A área de Dedron é um dos principais exemplos na África do Sul onde a extracção incontrolada de água subterrânea em fazendas privadas para a irrigação, largamente excedem a recarga, causando um desenvolvimento insustentável. Nos anos 1970s e 1980s, num conjunto de fazendas onde furos subterrâneos forneciam volumes copiosos de água subterrânea, uma imergente indústria de produção de batata comum desenvolveu-se nesta área semi-árida. A área recebe uma média de 440 mm de chuva de verão e a recarga sazonal varia entre 3 e 35 mm (1- 8 % do MAP). Após um número de anos e grandes investimentos, o aquífero de granito foi esgotado e a produção da batata foi suspensa permanentemente.

Havia duas matérias de interesse neste caso. A primeira foi a falta de reconhecimento da natureza fóssil do corpo de água subterrânea e a segunda foi a forma como a produção segura foi estimada. A informação da produção de furos subterrâneos foi baseada nos testes executados através da água soprada pela sonda durante a perfuração inicial. Este teste revelou-se posteriormente sobre-estimado. Nos anos recentes do DWAF tem recomendado 30 a 50 % das produções provenientes dos testes feitos durante a perfuração para uso a longo termo (Bang Andimie 1999).

Fonte: FAO 2004

Informação sobre água Subterrânea

A maioria das informações disponíveis na região sobre a água subterrânea está a nível do País, com muito pouca informação agregada à escala da bacia ou da região. A SADC, apoiada por agências financeiras e técnicas internacionais está presentemente dando lugar a uma iniciativa de desenvolvimento regional da informação sobre os recursos em água subterrânea para apoiar a gestão e a cooperação de recursos hídricos transfronteiriços.

A integração da informação torna-se problemática, uma vez que a maior parte da informação detalhada disponível sobre água subterrânea é somente disponível a nível do país, por um lado, e por outro a utilização de diferentes protocolos, no que diz respeito aos dados de perfuração assim como nomenclatura e métodos de armazenagem de informação. Informação geológica e hidrogeológica é em larga medida compatível (LBPTC 2010). Como resultado, mapas geológicos e hidrogeológicos regionais estão a ser disponibilizados.

 



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