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Plantas  

Macrófitas

Macrófitas (literalmente ‘plantas grandes’) são plantas aquáticas individuais que podem ser vistas a olho nu e são categorizadas segundo o local e o modo como crescem.

Macrófitas enraizadas encontram-se fixadas no leito do rio ou no substrato do lago e são portanto restritas a áreas onde o fluxo hidrológico é suficientemente fraco para permitir que sedimentos finos se acumulem. As macrófitas enraizadas podem ter folhas completamente submersas (debaixo da água), flutuantes ou emergentes. Em águas turvas, onde pouca luz penetra e a fotossíntese é restrita, apenas plantas com folhas flutuantes ou emergentes podem desenvolver-se. As macrófitas enraizadas podem extrair nutrientes dos substratos bem como absorvê-los da água como as algas o fazem.

Macrófitas aquáticas flutuantes são plantas sem raiz que persistem apenas em águas estagnadas onde o fluxo hidrológico abranda — de outro modo seriam arrastadas para jusante. Porque as suas superfícies de fotossíntese estão por cima da superfície da água, estas plantas podem crescer em águas profundas, turvas e em lugares de reduzidas condições de enraizamento.

A abundância de macrófitas pode variar sazonalmente como resultado da remoção de sedimentos e deslocação de plantas durante chuvas fortes. Por este motivo, o número de macrófitas nos canais dos rios geralmente atinge o seu ponto máximo durante os períodos de baixo fluxo hidrológico.

As macrófitas aquáticas são importantes em muitos sistemas aquáticos, especialmente nas terras húmidas, águas de movimento lento, córregos e rios, bem como em áreas de lagos de pouca profundidade. As macrófitas aquáticas acrescentam complexidade tri-dimensional ao habitat aquático e podem proporcionar um habitat, refúgio e áreas de desova para animais, tais como insectos aquáticos e peixes, bem como superfície de crescimento de perifiton. (talvez explicar o que seja: o perifiton é definido como uma comunidade complexa de microbiota: algas, bacterias, fungos, animais e detritos orgánicos e inorgánicos) Uma vez que são produtoras primárias, as macrófitas aquáticas produzem matéria orgânica que pode servir de alimento para alguns peixes; contudo, a maioria deste material vegetal, enquanto ainda vivo, não é comestível para os herbívoros. A energia é transferida para os animais quando o tecido vegetal morto e decompositores associados são consumidos.

Grandes populações de macrófitas aquáticas podem prejudicar ecossistemas aquáticos e as populações que deles dependem. Em alguns casos, as plantas flutuantes são tão numerosas que chegam a formar tapetes densos à superfície da água. As coroas de folhas flutuantes juntam-se acima da superfície enquanto as massas das suas raízes ficam suspensas debaixo da água. O tapete vegetal entrelaçado bloqueia a luz solar e impede o crescimento de outras plantas. Em casos extremos, as águas subjacentes tornam-se desoxigenadas e as plantas flutuantes tornam-se um incómodo, impedindo a passagem de barcos e interferindo na actividade pesqueira. Espécies invasoras de macrófitas podem particularmente causar a ruptura dos ecossistemas aquáticos naturais.

Jacinto-de-água

O jacinto-de-água (eichhornia crassipes) é um macrófito flutuante nativo do Brasil. Foi transportado pela mão do homem para várias regiões do mundo, incluindo para a bacia do rio Limpopo. Fetwater(2010) menciona que o jacinto-de-águacontinua a ser um problema significativo na barragem deHartebeespoort, localizada na sub-bacia do rio Crocodile.

As sementes do jacinto-de-água podem ser arrastadas a jusante juntamente com sedimentos, pelas correntes de água, expandindo deste modo a planta; as sementes podem ser igualmente espalhadas por animais (Howard e Harley 1998). Tapetes densos do jacinto-de-água cobrem as superfícies da água em algumas áreas, reduzindo a quantidade de luz que penetra na água. Sem luz suficiente, o crescimento do fitoplâncton e do perifíton é reduzido, levando à diminuição da base alimentar dos organismos que consomem estas espécies. A redução do crescimento do fitoplâncton e do perifíton também reduz a concentração do oxigénio e aumenta a concentração do dióxido de carbono, o que pode ter efeitos graves, tais como a morte dos peixes.

Jacinto-de-água.
Fonte: Nile RAK 2007
( clique para ampliar )

Vegetação Ripária

Vegetação ripária é o crescimento de plantas ao longo das margens dos rios e de outros corpos de água interiores. Estas plantas protegem as margens dos rios da acção das ondas e da erosão e oferecem abrigo, alimento e áreas de reprodução para peixes, pássaros e outros organismos. A vegetação ripária pode fornecer matéria orgânica considerável aos cursos de água e rios em forma de folhas, galhos, etc. A zona ripária pode conter uma variedade de plantas – desde capim a árvores – muitas vezes em transição gradual, distanciando-se das margens e mostrando tolerância a diferentes espécies e à saturação dos solos.

Representação esquemática de tipos de vegetação ripária.
Fonte: NTEAP 2007
( clique para ampliar )

 



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