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Habitats Aquáticos  

Rios

Rios e cursos de água diferem de outros habitats aquáticos quanto às suas características físicas (i.e., forma, substrato) e à sua Hidrologia que é dominada por água corrente e muitas vezes varia sazonalmente. Assim como nos lagos e terras húmidas, habitats e comunidades biológicas nos rios variam conforme a profundidade e distância da costa e em resposta a mudanças sazonais no ambiente. Mudanças significativas no habitat e em comunidades biológicas ocorrem igualmente ao longo de toda a extenção dos rios, devido a mudanças na influência da vegetação ripária sobre o a quantidade de sombra e de insumos em matéria orgânica, à medida em que a largura do rio vai aumentando (Wetzel 2001).

A distribuição de peixes e de outros organismos aquáticos nos rios e cursos de água depende das condições do ambiente que estes preferem ou requerem. Os níveis de oxigénio nos cursos de água são normalmente suficientes para os peixes e as temperaturas são geralmente semelhantes às da superfície ou do fundo. Contudo, outras características dos habitats – substracto dos cursos de água, força da corrente, profundidade da água, vegetação aquática e presença de ribanceiras, alagamentos e águas estagnadas ou detritos lenhosos – podem variar em relativamente pequenas distâncias dentro do curso de água, fornecendo uma vasta gama de habitats a diferentes espécies (Nelson e Paetz 1992).

O rio Limopo nasce na confluência dos rios, Marico e Crocodile, na província de Limpopo, na África do Sul. Ao norte faz fronteira com o Botsuana, onde se desvia para o leste, para juntar-se ao rio Shashe, fazendo fronteira com o Zimbabué. A partir dali, desce pelas “Grandes Escarpas” e em direcção leste, entrando em Moçambique em Pafúri, percorrendo toda a planície costeira até ao Oceano Índico, no Xai Xai.

O rio Olifants nasce perto de Witbank, a leste de Joanesburgo, correndo para leste, em toda a extensão sul da bacia hidrográfica, juntando-se ao rio Limpopo em Moçambique, logo depois da barragem de Massingir.

Para uma apresentação da hidrologia da bacia hidrológica do rio Limpopo, consultar o capítulo sobre Hidrologia da Bacia.

O rio Limpopo, em Pontdrif.
Fonte: Hatfield 2010
( clique para ampliar )

Eco-regiões de Água Doce

Para além de desenvolver eco-regiões terrestres para o planeta, a WWF tem em conjunto com a “The Nature Conservancy” um vasto grupo de parceiros que desenvolveram uma avaliação das Eco-regiões de Água Doce do Mundo. Esta avaliação fornece uma regionalização bio-geográfica da bio-diversidade de água doce na Terra (WWF/TNC 2008). As eco-regiões de água doce da bacia hidrográfica do rio Limpopo são indicadas no mapa abaixo.

Como pode ser visto neste mapa, a bacia é dominada pela Eco-região Temperada do Sul da Savana Alta, com a porção sudoeste da bacia na África do Sul e uma pequena fracção em Botsuana, coberta pela Savana Baixa do Zambeze.

Eco-regiões de água doce na bacia hidrográfica do rio Limpopo.
Fonte: www.feow.org 2010
( clique para ampliar )

Terras Húmidas

Terras húmidas são áreas onde o lençol freático se encontra na superfície ou perto dela, ou onde a terra está coberta por águas superficiais por um período de tempo longo o suficiente para que resulte o aparecimento de vegetação tolerante à água e de solos alterados (Environment Canada 2000). Terras húmidas não são nem verdadeiramente terrestres nem verdadeiramente aquáticas e são frequentemente zonas de transição ligando a terra a ambientes aquáticos. O lençol freático que cria as terras húmidas pode surgir de um aquífero normal não confinado perto da superfície, ou de um aquífero em posição elevada – uma região de rocha saturada criada por um corpo de água localizado de rocha impermeável.

As características das terras húmidas são determinadas pelo clima, topografia e paisagem, solo e geologia, hidrologia, vegetação e intervenções humanas.

Embora pequenas terras húmidas se encontrem na parte ocidental da bacia hidrográfica, a maior concentração faz parte da bacia inferior em Moçambique, no Baixo Limpopo e nas sub-bacias do rio Changane.

Para mais informação sobre a distribuição e papel dos ecossistemas de terras húmidas, consultar a secção de Terras Húmidas deste capítulo.

Lagos

Os lagos são definidos como corpos de água permanentes, com extensão maior do que 0.25 ha na superfície e com mais de 2 m de profundidade. Os lagos são a maior reserva mundial de água doce na superfície(Kalff 2002). Os lagos variam em características morfológicas tais como profundidade, extensão da costa, formato e geologia da bacia. Variam igualmente quanto a sua vegetação circundante, clima, afluxo e escoamento. Estas características influenciam o ambiente físico e químico de um lago, o qual por sua vez afecta as suas características biológicas. Os habitats e a distribuição de organismos aquáticos podem variar significativamente mesmo dentro de um único lago, dependendo da profundidade da água, dos níveis de oxigénio dissolvido, penetração da luz, distância da costa e substrato do fundo do lago.

Com a excepção do lago Pave no rioLumane, não existem lagos naturais na bacia hidrográfica do rio Limpopo. Contudo, as numerosas barragens fornecem habitats aquáticos que, de certo modo, imitam os mesmos habitats encontrados em lagos naturais – um corpo grande de água profunda, com fluxo lento, gradientes de temperatura e um perfil diferente de sedimentos e nutrientes em comparação com os rios.

Estuários

Os estuários formamáreas intermediárias entre um rio e o oceano, e um estuário está sempre dependente das marés: o nível da água oscila em resposta às marés do oceano. A combinação da água salgada e da água doce desenvolve um alto nível de nutrientes: os estuários estão entre os habitats naturais mais produtivos. A zona estuária do rio Limpopo localiza-se na foz perto do Xai Xai, em Moçambique. O estuário alcança a costa através das dunas e se estende por vários quilómetros a montante. O ambiente estuarino da zona da água salgada e água doce, nesta zona intermediariamente ambientes terrestres e marinhos que se estendem por vários quilómetros a montante desde a foz do rio, é também caracterizado por comunidades de mangais em ambas as margens.

Devido à mistura de água salina e doce, os estuários são habitats de organismos altamente especializados que podem existir naquele ambiente dinâmico e constantemente. Frequentemente, as comunidades de mangais, em particular apresentam uma biodiversidade significativa de plantas, animais e insectos.

A imagem abaixo mostra comunidades de mangais nas margens e no estuário do rio Limpopo.

Comunidades de mangais no estuário do rio Limpopo.
Fonte: USGS/Hatfield 2010
( clique para ampliar )

 



Interactive

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