Botswana Mozambique South Africa Zimbabwe Sobre Como Usar Glossário Documentos Imagens Mapas Google Earth go
Favor fornecer feedback! Clique para detalhes
Home The River Basin People and the River Governance Resource Management
A Bacia do Rio
 Introdução
Geografia
Clima e Tempo
 Princípios do Clima e Tempo
 Clima da Bacia do Rio Limpopo
Mudança Climática
 Mudança Climática e Adaptação
 Mudanças Climáticas na África Austral
Hidrologia
Qualidade da Água
Ecologia e Biodiversidade
Resumos das Sub-Bacias
 Referências

 



Feedback

send a comment

Feedback

 

Mudança Climática  

Há um crescente consenso entre cientistas e políticos de que o clima global está a mudar. O principal impacto destas mudanças nos humanos e no meio ambiente verifica-se na disponibilidade da água e no aumento da exposição a desastres naturais relacionados ao clima (Programa Mundial de Avaliação da Água 2009). A mudança climática não apenas reduz a disponibilidade da água como também têm um impacto indirecto noutras questões, tais como segurança alimentar, perda de biodiversidade e aumento da prevalência de doenças.

Acredita-se que as mudanças no sistema climático global e os subsequentes impactos regionais e sub-regionais se devam a questões antropogénicas (causadas pelo homem), tais como a emissão de gases de efeito estufa (GHG). Os gases primários de GHG são dióxido de carbono, metano, dióxido de enxofre e dióxido nitroso (IPCC 2008). O crescimento da população e o desenvolvimento, desde a revolução industrial, conduziram ao aumento das concentrações na atmosfera dos níveis de GHG, conforme demonstrado pela pesquisa, usando a técnica de perfuração de núcleos de gelo. Registos desenvolvidos a partir dos núcleos de gelo de há mais de 10 000 anos têm vindo a ser associados a dados mais recentes colhidos desde 1750 para comparar o aumento dos GHG aos níveis anteriores.

A mudança climática reflecte um aumento crescente da temperatura global bem como alterações na composição da atmosfera, que por sua vez provocam mudanças no ciclo das chuvas, temperatura, assim como em outros padrões relacionados com a atmosfera e o clima. O resultado final é uma mudança contínua nos processos de captação e escoamento das águas da chuva e na disponibilidade da água, com efeitos profundos sobre os ecossistemas e comunidades que dependem destes.

Os Agricultores e a Previsão do Tempo, Zimbabué

Em Zimbabué, apenas 3 por cento dos agricultores usam a informação metereológica para a sua planificação. Alguns agricultores afirmam que a informação não é recebida a tempo e que não confiam na informação metereológica. Embora os agricultores escutem a previsão do tempo através da rádio, os menos favorecidos e marginalizados preferem usar os seus conhecimentos tradicionais para o seu controlo. Quando a previsão metereológica dada não concide com a previsão tradicional, os agricultores preferem a informação baseada na tradição porque esta vai de acordo com a cultura, por ter sido testada ao longo de muitos anos e é produzida numa linguagem por eles entendida.

Muitas vezes existe uma similaridade notável entre os indicadores de clima tradicionais e os contemporâneos. Alguns indicadores são os memmos em ambos os sistemas, como a direcção do vento, nuvens e temperatura. Para além de tais indicadores, a previsão climática tradicional baseia-se no comportamento das plantas e animais.

Os agricultores associam a formação intensiva das folhas nas árvores a uma boa temporada, enquanto que a produção de fruta é sinal de uma má temporada em termos de produtividade. A explicação para este facto, é que a produção intensiva de fruta implica que a população irá alimentar-se de fruta por falta de os géneros alimenticíos alternativos. A produção de flores brancas pela árvore local denominada por mukuku é tambem sinal de uma estação seca, enquanto que a formação de flores nos ramos superiores da árvore denominado por mukonde é indicação de uma estação húmida. Outros sinais locais indicadores de seca iminente incluem os seguintes: infestação de lagartos que ocorrem em muitas espécies de árvores durante a primavera; atraso na formação de figos ou simplesmente a falta de formação de figos pela mukutu no período Julho-Setembro; atraso na maturação das acácias nos vales; e a secagem da fruta chigamngacha durante o período entre Setembro e início de Novembro.

O comportamento da aranha é usado como um dos indicadores mais importante no contexto do reino animal. Quando as aranhas fecham os seus ninhos, pode-se prever o início precoce de chuvas, porque estes animais não toleram humidade nos seus ninhos. Quando se observa a presença de muitos grilos no terreno, pode-se prever uma estação chuvosa fraca. O movimento de Olifants está associado a ocorrência de chuvas porque estes precisam de muita água. Quando a cegonha voa a altitudes elevadas é sinal de uma boa temporada. Quando se observam aves a cantarem voltados para baixo a partir de cima da árvore é sinal de que a chuva esta prestes a cair, enquanto que a presença de muitas aves é sinal de ocorrência de chuvas intensas.

Quando o vento sopra de direcção oeste a este e de norte a sul, pode-se assumir que este transporta muita humidade dando lugar a ocorrência de uma boa estação chuvosa. A prevalência de ventos fortes de este a oeste durante o dia e noite entre Julho e início de Novembro é sinal de seca.

Fonte:FAO 2004 

Zona húmida Makuleke, África do Sul.
Fonte: Ramsar 2010
( clique para ampliar )

Um estudo recente elaborado por Zhu e Ringler (2010) fez uma projecção de cenários actuais e futuros de recursos hídricos para a bacia do rio Limpopo até 2030. O modelo usado foi um de semi-distribuição hidrológica em combinação com o Módulo de Simulação da Água do Modelo Internacional para a Análise Política das Mercadorias Agrícolas e Comércio (IMPACTO). Dados de quatro cenários (A1FI, A2a, B1a e B2a) do Painel Intergovernamental sobre as Alterações Climáticas  (IPCC SRES) foram usados para desenvolver os cenários para a bacia do Limpopo com base em temperaturas médias mensais e valores de precipitação para os 1961 – 1990.

A avaliação actual da disponibilidade de água na bacia indicou que mesmo no caso de não ocorrerem mudanças adicionais no clima e nas infra-estruturas hídricas, a bacia já se encontra numa situação de “stress” hídrico. Contudo, com a intervenção de uma gestão apropriada, a situação pode-se estabilizar nos próximos anos. Quando foram aplicados os modelos e cenários baseados na mudança climática e nos seus impactos (temperatura e precipitação), considerando ao mesmo tempo um aumento da utilização de água para a irrigação, os modelos indicaram um aumento da escassez de água na bacia.

Mesmo que se prediga o aumento da escassez de água para muitas partes do mundo, regiões áridas e semi-áridas – tais como a bacia do rio Limpopo – serão as mais afectadas. Estes cenários, caso aconteçam, terão provavelmente um impacto na disponibilidade de água para o uso doméstico e agrícola, causando deste modo escassez de água e uma produção agrícola reduzida. 

Para ter acesso à cópia de um artigo científico sobre este estudo, por favor consulte o Centro de Documentação.

 



Interactive

Explore as sub-bacias do rio Limpopo


Explore as interacções entre os organismos no meio aquático


Examine como o ciclo hidrológico faz a água circular na Terra


Cenas de vídeo filmadas ao longo do rio Limpopo relacionadas com o tema A Bacia do Rio