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A População e o Rio

 



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Áreas Urbanas versus Áreas Rurais no Botsuana  

O Botsuana tem sido um milagre económico. Um dos países mais pobres do mundo na altura da independência em 1966, tornou-se num país de rendimento médio, devido principalmente à uma boa política de governação e à descoberta e exploração das minas de diamantes mais ricas do mundo (ver também Distribuição das Actividades Económicas). Apesar deste sucesso, Botsuana é confrontado com grandes desafios económicos e sociais: a necessidade de diversificar a economia, a capacidade de implementar políticas, programas e projectos, desemprego, pobreza,vulnerabilidade às alterações climáticas e alterações nos preços mundiais das suas mercadorias principais.

No âmbito da bacia hidrográfica do rio Limpopo, a maior parte da população é considerada rural. Existem seis distritos administrativos na bacia: Nordeste, Central; Kgatleng; Sudeste e partes de Kweneng. Os grandes centros urbanos da baciasão Serowe, Selebi-Phikwe, Palapye, Mahalapye, Francistown, Mochudi e Gaborone (cidade capital) (LBPTC 2010). Essas cidades têm uma população que varia entre 17 362 a 39 769. Existem quatro cidades menores, Tonota, Bobonong, Mmadinare e Masunga, assim como várias povoações pequenas, dispersas pela região ruraldabacia (LBPTC 2010).

Gaborone é a capital do Botsuana.
Fonte: Hatfield 2011
( clique para ampliar )

Necessidades e Prioridades do Desenvolvimento

As regiões urbanas no Botsuana têm sido o ponto fulcral do desenvolvimento, enquanto que as regiões rurais são caracterizadas por uma baixa produtividade, degradação das bases de recursos naturais, pobreza absoluta, taxa de mortalidade elevada e baixa expectativa de vida. Como resultado, tem-se presenciado um fluxo migratório das áreas rurais para as áreas urbanas. Algumas das principais causas da deslocalização são (Gwebu 2004):

  • Os baixos preços das mercadorias agrícolas, que fazem da agricultura uma profissão pouco atraente, mesmo em épocas de chuva propícias à agricultura, juntamente com a debilidade dos sistemas de comercialização agrícola e políticas;
  • A conversão da exploração agrícola de subsistência para a exploração agrícola comercial, o que leva à absorção ou ao deslocamento de certascomunidades rurais;
  • O rápido crescimento da população rural, o que leva à uma pressãopopulacional que se manifesta no desemprego e na super-exploração edegradação dos recursos ambientais;
  • As estiagens periódicas e a desertificação, as quais obrigam a população rural a deslocar-se para os grandes centros urbanos, de modo a terem acesso ao abastecimento seguro de água, às rações de combate à seca e ao trabalho;
  • O encerramento do sistema de trabalho migratório formal e internacional pela República da África do Sul, para possibilitar o emprego aos seus cidadãos.

(Fonte: Gwebu 2004)

Um número significativo defamílias urbanas dedica-se à actividade agrícola e considera a casa rualo seu verdadeiro lar. Este sentimento persiste por muito tempo, mesmo depois da chegada à cidade, percorrendo grandes distâncias (Krüger 1998). No entanto, há graves desigualdades de desenvolvimento entre as áreas rurais e urbanas, com 55 % da população rural que vive abaixo da linha de pobreza, comparando com 46 % em aldeias urbanas e 29 % em áreas urbanas. Uma percentagem significativa da população ainda vive com menos de 2 dólares por dia. Apenas 32 % dos chefes de família nas áreas rurais estão empregados, em comparação com 79 % nas áreas urbanas (UNEP 2007). Uma limitação estrutural está na origem da pobreza rural: a falta de diversidade agrícola torna difícil utilizar os recursos ambientais no Botsuana de maneira mais sustentável, sendo a pecuária o único meio efectivo de obter riqueza e garantir a subsistência (Clover 2003).

Indicadores-Chave

Além dos desafios de desenvolvimentoacima referidos, o vírus HIV/SIDA continua a ser a grande ameaça, com uma prevalência estimada do vírus HIV em 23,9 %. O emprego em todos os sectores aumentou em uma taxa de 1,3 %, de 84 633 pessoas em Março de 2009 para 389 811 pessoas em Junho de 2009 (CSO 2010).

O Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) para Botsuana é de 0,694, posicionando o país no 125° lugar, num ranking de 182 países com dados disponíveis (UNDP HDR 2009). O Índice de Gini para o Botsuana em 2007/2008 no Relatório de Desenvolvimento Humano foi de 61,0.

Os distritos do Botsuana na bacia hidrográfica do rio Limpopo.
Fonte: Hatfield 2010
( clique para ampliar )

 



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