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A População e o Rio

 



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História da População da Bacia  

Algumas comunidades rurais que existem actualmente na bacia são descendentes de reinos, impérios e sociedades que se fixaram inicialmente na área da bacia há 2000 anos atrás (Earle et al. 2006).

Os bosquímanos, tribos de caçadores-coletores, foram o primeiro grupo a ocupar a bacia hidrográfica do rio Limpopo. A fixação de povos na bacia hidrográfica do Limpopo está fortemente ligada às condições climáticas, e quando as tribos de língua Bantu ocuparam a bacia por volta de 350 e 450 A.D., o clima era quente e húmido. De 600 a 900 A.D. o clima era seco e não há qualquer indício sobre à fixação de povos na bacia durante este período. O clima tornou-se novamente húmido por volta de 900 A.D., quando o povo Zhizo fundou a cidade de Shroda, perto das confluências dos rios Shashe e Limpopo. O povo Zhizo manteve o controlo político por cerca de 100 anos (900 -1000 A.D.), desaparecendo depois desta região. Supõe-se que se tenha deslocado para Toutswe, a leste de Botsuana, ou para Leokwe, na região de Shashe-Limpopo.

Há evidências de que o povo Zhizo tinha interações étnicas com outros grupos de língua Bantu na região, nomeadamente os Leopard's Kopje (Calabrese 2007). Na altura em que o grupo Zhizo abandonou Shroda, o povo Leopard's Kopje fundou a cidade capital K2, não muito longe da cidade Shroda. Houve um abandono abrupto da cidade K2, seguida por um surto de pessoas que chegaram à Mpungubwe Hill, situada a menos de um quilómetro de distância (Huffman 2000). Esta mudança de localização corresponde à uma mudança na estrutura social, política e religiosa, uma vez que a pecuária tinha perdido importância enquanto componente central da sociedade (Huffman 2000 e Calabrese 2007).

Mpungubwe foi habitada entre 220 e 1290/1300 A.D. e é considerada o primeiro país da África Austral, devido à grande área que ocupava (30 000 km²), e devido à sua complexidade social (Huffman 2000). A sociedade de língua chiXona que se desenvolveu em Mpungubwe ficou conhecida como Cultura do Zimbábue.

A Cultura do Zimbábue

As suas povoações principais foram Mpungubwe (1220 -1290 A.D.), Grande Zimbábue (1290 - 1450 A.D.) e Khami, perto do actual Bulawayo (1450 - 1820 A.D.). Os Povos da cultura Zimbábue fixaram-se também no sul do actual Moçambique, onde a povoação de Manekweni era o centro de criação de gado, agricultura e comércio de ouro entre o século XII e o século XVIII (IIASA 2001). Subgrupos relacionados estabeleceram-se na região de Venda na África do Sul.

Fonte: Earle et al. 2006

Grande Zimbábue - as ruinas da cidade.
Fonte: Derk 1997
( clique para ampliar )

 

Mpungubwe foi abandonada em 1290 quando a cultura do Zimbábue transferiu-se para o Grande Zimbábue. Embora existam várias teorias sobre a razão pela qual Mpungubwe foi abandonada, muitos acreditam que isso estaria relacionado com o fim da época chuvosa em 1290. A seca de 1200 a 1400 A.D. afectou vários grupos da bacia. A dinastia Phofu no Transvaal foi grandemente afectada pela estiagem, o que forçou os irmãos da dinastia a separaram-se, formando soberanias individuais. Estas soberanias eram conhecidas como dinastias do Sotho Central, ou Batsuana de Botsuana (Earle et al. 2006).

A história do conflito entre os Ndebele e o povo Shona é de particular relevância para a distribuição dos grupos étnicos da bacia do Limpopo. Os Ndebele, expulsados das suas terras pelo Império Zulu sob Shaka, partiram em direcção ao norte, ocupando a bacia e forçando o povo Shona a deslocar-se ainda mais para norte (Earle et al. 2006). A expansão do império Zulu teve um impacto significativo na história da África Austral, bem como em algumas áreas da bacia do Limpopo. De 1834 a 1900, a vigorosa expansão do Império Zulu sob Shaka, conhecido por Mfecane (Difaqane), criou um período de conturbação social, do qual os europeus tiraram vantagem para se fixarem na região.

Meios de Vida no Início

Inicialmente, os meios de vida na bacia eram a pecuária e a agricultura de cultivo. Assim que as ligações de comércio com a costa oriental da África foram estabelecidas, este passou a ser uma das principais fontes de riqueza. Ouro, cobre e miçangas exóticas então negociadas foram escavados em Mpungubwe e em outros locais dabacia. O vale do Limpopo foi provavelmente a primeira área no interior do continente africano a desenvolver uma rede comercial com o Oceano Índico (Huffman 2000 e Earle et al. 2006). Esta rede incluía o tráfico de escravos, facto que afectou significativamente o tecido social e económico da bacia.

Período Colonial

Os Estados da bacia hidrográfica do rio Limpopo tiveram experiências coloniais muito diferentes. As fronteiras definidas durante a era colonial são as fronteiras do país que utilizamos hoje. As fronteiras da África do Sul foram definidas pela República da África do Sul - Zuid-Afrikaans Republiek (ZAR) (1854 - 1910) e pela União da África do Sul (1910 - 1961). As fronteiras do Zimbábue foram definidas pelos limites da Federação da Rodésia do Norte e do Sul e de Niassalândia. As fronteiras de Moçambique foram definidas durante a ocupação colonial portuguesa (ca. 1500 -1975). O Botsuana nunca foi colonizado, mas sim um protectorado britânico de 1885 a 1966 (Earle et al. 2006).

As fronteiras estabelecidas durante a época colonial ignoram as fronteiras históricas étnicas e linguísticas, resultando em conflitos consideráveis em toda a África.

 



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