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A População e o Rio

 



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Diversidade Cultural  

As línguas e os grupos populacionais são encontrados para além das fronteiras modernas dos Estados-nação da bacia do Limpopo, o que evidencia grupos de origem idêntica. As fronteiras políticas modernas exercem gradualmente mais influência sobre as respectivas culturas e o sentimento de identidade desses grupos do que as suas origens históricas. No entanto, existem algumas excepções onde há uma interacção constante entre os grupos que se fixaram na região da bacia do rio Limpopo.

Botsuana

Apesar do objectivo nacional de mono-culturalismo, menos de metade da população é de origem tsuana (Earle et al. 2006). Sete tribos de auto-gestão gozam de reconhecimento oficial, e já se empreenderam esforços para mudar a Constituição com o intuito de reconhecer estas tribos. As tribos são: "Ngawato (Bangwato, Bamangwato ou Bagamangwato) na região centro-leste, Kwena (Bakwena) e Ngwaketse (Bangwaketse), Kgatla (Bakgatla) e Tlokwa (Batlokwa), Malete (Balete ou Bamalete) e Rolong (Barolong) no sudeste (Earle et al. )"Existem mais divisões em cada uma das tribos.

Como resultado do expansionismo Boer e da militância Zulu, uma onda de gente foi deslocada da África do Sul para o Botsuana (principalmente para as províncias de Transvaal e Natal) entre 1820 e 1840. Os Boers reivindicaram terra no sul do Botsuana, provocando conflitos pela posse de terra que persistem até hoje (Governo de Botsuana 2007). As guerras tribais Difaqane começaram em Botsuana no início dos anos 80 do século 19, e uma das guerras mais significativas travou-se entre os Boers e o Batsuana (Botswana Tourism 2006). O Botsuana pediu ajuda aos britânicos e estes ocuparam a vasta área a norte em 1885. No dia 30 de Setembro de 1966 a República do Botsuana torna-se independente sob a presidência de Sir Seretse Khama.

A língua oficial é o inglês (UN Botswana 2001), ao lado do Setsuana e Ikalanga, línguas também faladas.

Moçambique

Como acontece no resto da África Austral, acredita-se que Moçambique tenha sido primeiramente ocupado pelos povos San e Khoikhoi (everyculture 2010). As tribos de línguaBantu chegaram à Moçambique no século III, e árabes comerciantes no século VIII, onde estabeleceram feitorias que finalmente se tornaram em pequenas povoações e cidades. Os comerciantes árabes também introduziram o comércio de escravos na África Oriental. O primeiro europeu a chegar em Moçambique foi o explorador Português Vasco da Gama em 1498. Por volta de 1510 os portugueses controlavam o comércio a partir de Sofala em Moçambique, e em 1629 passam a ser reconhecidos como o poder dominante na região.

Os portugueses mantiveram o poder na Terra da Boa Gente (Moçambique) até 1975, embora não insento de conflitos. Durante os séculos de poder colonial, os portugueses tiveram um impacto significativo nos grupos étnicos em Moçambique.

O comércio de escravos (introduzido pela primeira vez por comerciantes árabes) foi particularmente influente e por volta de 1790, nove mil dos mais saudáveis jovens eram transportados de Moçambique todos os anos. O comércio de escravos e a Primeira Guerra Mundial diminuíram a população, e muitas pessoas imigraram para os países vizinhos (everyculture 2010).

Português é a língua ofical e a língua de unificação entre os vários grupos linguísticos existentes em Moçambique e espalhado por todo o país em padrões mais tradicionais. No norte predominam as línguas Bantu de Yao e Makua; Nyanja é a língua principal do vale do Zambezi, juntamente com Lozi (everyculture 2010); Xitsonga é a língua mais falada no sul, e ao longo da costa norte muitas pessoas falam Kiswahili.

Na bacia hidrográfica do Limpopo, existem três principais grupos étnicos diferentes: Os Shangaan; os Copi e os Tshwa (Earle et al.)Os Shangaan são o principal grupo étnico da bacia e ocupam a região ocidental e sul da bacia em Moçambique. A distribuição actual dos subgrupos de Batsonga resulta das migrações Nguni que ocorreram no início do século XIX, na sequência da expansão do império Zulu e de um período de estiagem generalizada que começou em 1790, e da fome em 1830.

Os San e os Khoikhoi são os primeiros habitantes conhecidos da África do Sul.
Fonte: Garner 2009
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África do Sul

Os San e os Khoikhoi são os primeiros habitantes conhecidos da África do Sul (SouthAfrica.info 2009). Aos bosquímanos seguiram-se os povos de línguaBantu do norte, e depois os colonizadores da Europa.

Existem onze línguas oficiais reconhecidas pela Constituição da África do Sul: isiNdebele, isiXhosa, isiZulu, Sepedi, Sesotho, Setsuana, siSwati, Tshivenda, Xitsonga, Afrikaans e Inglês. IsiZulu, Sesotho, Setsuana e Afrikaans são as línguas predominantes (Earle et al. 2005). Afrikaans é falado principalmente pelos brancos agricultores e pelos chamados ‘mestiços’, que formam o maior grupo da população da bacia ocidentalna Província do Cabo do Norte.

As línguas principais faladas na região sul-africana da bacia hidrográfica do rio Limpopo, reflectindo a fixação dos povos dominantes, são Setsuana, Sepedi, Xitsonga, Tshivenda e Afrikaans. Apesar do povo de Batsuana ser o grupo étnico dominante no Botsuana, há mais pessoas do grupo Batsuana a viver em Bophuthatswana na África do Sul.

Existem diferentes escolas de pensamento no que respeita à origem do povo VhaVenda. Alguns acreditam que os VhaVenda migraram do norte do rioZambezi, enquanto outros defendem que esse povo se desenvolveu localmente. Hoje os VhaVenda estão localizados nas terras férteis do vale do Alto Nzhelele, onde vivem principalmente daagricultura.

O Povo Batsonga fixou-se originalmente no sul de Moçambique em 1544. A partir de 1820 diferentes grupos Nguni ocuparam abacia forçosamente, sendo os últimos os Shangaan. A expansão do império Zulu forçou o povo Shangaan a deslocar-se para norte do rio Zambezi, onde se fixaram e fundaram o reino de Gaza. Uma epidemia de varíola forçou os Shangaan a voltarem para a bacia hidrográfica do rio Limpopo e os Batsonga refugiaram-se nas montanhas de Lebombo. A Lei do Auto-GovernoBantu (Lei 46 de 1959) declarou Gazankulu como a pátria Bantu oficial dos Batsonga/Shangaan.

Durante o século XV, a região entre o rio Vaal e os rios Malopo, Marico e Limpopo foi densamente povoada por descendentes dos grupos de língua Sesotho. Os grupos Sotho dividiram-se e dispersaram-se por toda a África Austral, tanto que no final do século XVIII ocupavam as regiões do Botsuana, a província do Limpopo,Mpumalanga, a província do Free State e o Cabo do Norte.

Mulher MoPedi.
Fonte: Parnell 2009
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Zimbabué

O maior grupo étnico no Zimbabué é conhecido colectivamente por Shona. Este grupo representa 76 % da população. O segundo maior grupo étnico, o Ndebele, perfaz 18 % da população. Outros grupos étnicos, que representam menos de um por cento da população, são os Batonga, Shangaan ou Hlengwe e os VhaVenda. Apenas cerca de dois por cento da população é de origem não-africana. Com a excepção do inglês todas as línguas nacionais são deorigem Bantu. Os estudantes devem estudar XiShona ou isiNdebele, as línguas Bantu mais divulgadas na região (everyculture 2010).

Os habitantes da bacia do Limpopo no Zimbabué pertencem à cinco grandes grupos étnicos: os Ndebele, os Sotho, os Shangani, os Venda e os Kalanga.

Isindebele é a segunda língua mais falada no Zimbabué depois de Shona. O povo Ndebele está localizado principalmente nas províncias do norte e do sul de Matabeleland. Os Basotho de Zimbabué pertencem, de modo geral, ao grupo Birwa Sotho e vivem no sudoeste de Zimbabué (Earle et al. 2006). O povo Sotho vive em regiões que são geralmente secas e propensas à estiagem. Os Shangaan estão espalhados por toda a região, incluindo as cidades de Beitbridge, Mwenezi e Mberengwa, bem como em algumas partes de Moçambique, África do Sul e Suazilândia. Os VhaVenda estão dispersos por todo o sul do país no distrito de Beitbridge na província de Matabelelândia, Gwanda, Mberengwa e Plumtree. O Ikalanga é um dos dialectos do povo Shona, localizado em Bulilimamangwe, nos distritos de Matabo e na provínvia Sul de Matabeleland. Os BaKalanga também se encontram no Botsuana.

 



Interactive

Explore as sub-bacias do rio Limpopo


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Veja o cronograma histórico dos países da bacia do rio Limpopo, incluindo os acordos de água e construções de barragens