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A População e o Rio

 



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Indicadores do Desenvolvimento Humano  

O objectivo do 'desenvolvimento' é aumentar as opções dos indivíduos e melhorar a sua qualidade de vida. Cumprir com os objectivos de desenvolvimento humano é um processo longo e complexo, que requer acompanhamento regular para compreender os efeitos dos programas e aprender com os fracassos e sucessos na trajectória do desenvolvimento.

Questões como Segurança Alimentar, HIV/AIDS e os efeitos das Mudanças Climáticas e desastres podem dificultar ou até mesmo reverter os esforços feitos a nível nacional e internacional para melhorar a vida das pessoas nos países em desenvolvimento. Os mais pobres são os mais vulneráveis aos riscos externos. Este segmento da população existe muitas vezes na terra mais marginal, em áreas rurais ou em condições superlotadas, sendo o que menos consegue reagir e recuperar quando afectado por situações adversas, como por exemplo conflitos ou a fome. As mulheres e as crianças estão sujeitas a um maior risco do que os outros segmentos da população.

Devido à sua situação económica, as pessoas mais pobres vivem geralmente em condições sanitárias precárias, com acesso limitado ou nulo à água potável, o que aumenta ainda mais a sua vulnerabilidade. Estes múltiplos factores, quando combinados, são geralmente referenciados como ciclo da pobreza: Numerosos factores como a desnutrição, doenças e más condições de vida dificultam, quando combinados, a situação dos indivíduos que se sentem incapazes de superar as condições de pobreza e de melhorar o próprio nível de vida e bem-estar, assim como de criar um meio de vida mais positivo.

Os indicadores descritos abaixo avaliam os diferentes aspectos do desenvolvimento humano nos Estados ribeirinhos da bacia do Rio Limpopo. Estes vão desde o desenvolvimento humano em geral até ao acesso às fontes de água e saneamento, taxas de mortalidade infantil, taxa de conclusão do ensino primário, prevalência do vírus HIV, e o género/sexo.

Índice de Desenvolvimento Humano

O Índice de Desenvolvimento Humano (HDI) avalia o desenvolvimento humano através de três dimensões de desenvolvimento: longevidade (esperança de vida à nascença), conhecimento (alfabetização e média de anos de escolaridade), e renda (UNDP HDR 2008).

Uma comparação entre o HDI (2009) dos Estados da bacia do Rio Limpopo demonstra que o Botsuana ocupa a posição mais elevada de HDI, ou seja o 125.° lugar de 182 países avaliados, seguido de perto pela África do Sul (129.°), ambos classificados com Médio Desenvolvimento Humano (UNDP HDR 2009). Moçambique é classificado com Baixo Desenvolvimento Humano, ocupando o 172.° lugar entre 182 países. O Zimbabué não foi objecto de avaliação por não apresentar a informação necessária para o ranking.

Esperança de Vida

O indicador "Esperança de Vida à Nascença" avalia o número de anos que um recém-nascido viveria se os padrões de mortalidade existentes na altura do seu nascimento permanecessem os mesmos durante toda a sua vida (World Bank 2008).

A expectativa de vida nos países da bacia do Rio Limpopo mantém-se muito baixa, variando entre os 44 anos no Zimbabué e 54 anos no Botsuana (2007). Tem havido ligeiras melhorias nos últimos três anos.

Fonte: World Bank 2010
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Prevalência do Vírus HIV

O indicador Prevalência do Vírus HIV refere-se à percentagem de indivíduos com idades compreendidas entre os 15 e os 49 anos, que estejam infectados com o vírus HIV. As taxas de HIV têm-se mantido relativamente consistentes nos Estados da bacia, com a excepção do Zimbabué. Campanhas de conscientização intensificadas e o uso de preservativos no Zimbabué resultaram numa queda radical nas taxas de infecção desde 1999.

Fonte: World Bank 2010
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Como o vírus HIV continua a afectar seriamente a população da África do Sul, os seus efeitos indirectos são também motivos de preocupação no continente. As pessoas que vivem com o vírus HIV têm uma susceptibilidade elevada à doença e são por isso mais vulneráveis. Os indíviduos que vivem em condições de pobreza estão ainda mais expostos, pois a desnutrição, o saneamento precário e a falta de acesso à água potável aumentam ainda mais a sua vulnerabilidade.

Mortalidade Infantil

O indicador de Mortalidade Infantil é a probabilidade por 1 000 que um recém-nascido irá morrer antes de completar cinco anos de idade, se submetido às taxas de mortalidade específicas actuais (World Bank 2008). Mais de 10 milhões de crianças morrem anualmente em todo o mundo antes de completarem o quinto aniversário, e por cada criança que morre, há ainda outros milhões que vivem no ciclo vicioso da pobreza, da desnutrição e da doença. Os países em desenvolvimento apresentam uma taxa de 98% de mortalidade infantil, com mais de metade dos casos na África Subsaariana, onde as taxas de mortalidade infantil estão a aumentar (Nile RAK 2007).

As taxas de mortalidade infantil na bacia do Rio Limpopo variam de 31/1 000 no Botsuana para 130/1 000 em Moçambique (2008).

Fonte: World Bank 2010
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Fontes Melhoradas de Água

O acesso às Fontes Melhoradas de Água é avaliado pela proporção da população com acesso a uma quantidade adequada de água potável localizada à uma distância conveniente da habitação do utilizador (WHO/UNICEF 2008). O acesso razoável é geralmente definido como a disponibilidade de pelo menos 20 litros por pessoa diariamente, a partir de uma fonte a 1 km da residência do utilizador (WHO/UNICEF 2008).

Dois de cada cinco africanos não têm acesso ao abastecimento melhorado de água, reflectindo um atraso, em todo o continente, na prestação de serviços de água nas áreas rurais (UNEP 2008). A falta de acesso às fontes de água seguras e fiáveis resulta em um trabalho intensivo e recolhas de água que consumem tempo. As mulheres assumem a maior parte da responsabilidade na recolha de água e são obrigadas a percorrer grandes distâncias em busca de fontes de água, retirando actividades geradoras de renda a outros domicílios. Esta jornada para a recolha da água implica muitas vezes que as mulheres se sujeitem a ambientes perigosos e de risco.

Como se pode ver no gráfico abaixo, a percentagem de pessoas dos centros urbanos com acesso a fontes melhoradas de água é geralmente elevada nos países da bacia. Como a maior parte da bacia é rural, o acesso rural é aqui o tema central, que aliás é geralmente muito menor do que o acesso urbano.
Fonte: World Bank 2010
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Acesso ao Abastecimento Melhorado de Água Potável

O Acesso ao Abastecimento melhorado de Água Potável é a percentagem da população com acesso à uma fonte melhorada de água potável em um determinado ano (World Bank 2008). Fontes melhoradas de água potável estão associadas aos tipos de tecnologia e níveis de serviço mais propensos a fornecer água potável. Estes podem incluir ligações domiciliares, fontanários públicos, furos, poços protegidos, nascentes protegidas e a recolha de águas pluviais (WHO/UNICEF 2008).

A falta de acesso à água potável segura deve-se à uma série de razões ambientais e políticas, reflectindo em parte a incapacidade dos governos de implementar sistemas de água e saneamento satisfatórios. Os resultados destas falhas incluem problemas de saúde e doenças, e coloca limitações severas às possibilidades de desenvolvimento económico.

A percentagem da população com acesso a fontes melhoradas de água é muito semelhante à percentagem de indivíduos com acesso a fontes melhoradas de água potável, como se pode ver no gráfico abaixo.

Fonte: WHO 2010
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Acesso ao Saneamento Básico

O acesso àsInstalações Básicas de Saneamento refere-se à percentagem da população com pelo menos um acesso adequado às instalações de eliminação de dejectos, que podem efectivamente evitar o contacto humano, animal e de insectos com excreções.As instalações melhoradas variam entre latrinas simples mas protegidas e autoclismos com uma ligação de esgotos. Os equipamentos devem ser correctamente construídos e devidamente mantidos para que sejam efectivos (World Bank 2008).

A percentagem da população com acesso às instalações sanitárias melhoradas nos Estados da bacia do Rio Limpopo é menor do que o acesso à água potável, no entanto, a tendência de que o acesso é maior em áreas urbanas do que nas áreas rurais permanece o mesmo.

Fonte: WHO 2010
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Género/Sexo

O Índice de Desenvolvimento com Base no Género/Sexo (GDI) é uma indicação do nível de vida em um país, que visa mostrar as desigualdades entre homens e mulheres nas seguintes áreas: vida longa e saudável, conhecimento e um padrão de vida decente (World Bank 2008).

As disparidades de género encontram-se entre as mais profundas e mais disseminadas desigualdades, que se reflectem em desigualdades do nível do agregado familiar e a nível nacional. As mulheres estão sub-representadas no governo e nas estruturas políticas locais e, geralmente, têm menos controlo sobre os recursos da família, acesso à informação e cuidados de saúde que os homens. A elevada taxa de mortalidade entre indivíduos do sexo feminino (mulheres e criancas) aponta para desigualdades estruturais na nutrição, saúde e status.

Os valores do GDI para os Estados da bacia, com a excepção do Zimbabué, estão representados no gráfico abaixo.

Fonte: UNDP 2010
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Alfabetização

Embora as disparidades de género sejam comuns nos Estados da bacia, as taxas de alfabetização são bastante uniformes e a classificação das mulheres em três Estados da bacia é até mais elevada do que a dos homens.

Fonte: World Bank 2010
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