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A População e o Rio

 



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Pescas  

“O rio Limpopo tem poucas espécies de peixes, comparando com outros rios em África” (FAO2004). O reduzido número de espécies de peixes no rio Limpopo deve-se aos períodos prolongados de estiagem, que caracterizam a região. Estas flutuações têm impacto sobre as vazões e a temperatura da água, fazendo dos rios um ambiente desafiador para sustentar as populações de peixes. Relativamente mais espécies de peixe são encontradas em afluentes perenes (afluentes com presença de água permanente) e nas barragens do que no curso principal da bacia do Limpopo (FAO 2004).

Há pelo menos 30 espécies no sistema hidrográfico do Limpopo, dos quais ciprinídeos, bagre, tilápia, truta e várias espécies de água salobro (encontrados no estuário em Moçambique) são uma fonte de rendimento e de proteína para a população da bacia que vive perto desses cursos de água. Essas espécies adequam-se à aquicultura e podem ser armazenadas em barragens. O vale do rio Limpopo também tem um grande número de espécies de moluscos, que podem ser recolhidos (Darwall et al. 2009).

Apesar de ainda não se ter realizado um estudo económico sobre a pesca na bacia, foram concluídos uma série de estudos individuais nos paísesda bacia, descritos a seguir da montante para jusante. Em todos os quatro países da bacia, verifica-se um potencial para a pesca aumentada (FAO 2004).

Espécies de peixe no rio Limpopo

Ambassisspp., possivelmente três espécies em cursos inferiores;
Amphlius natalensis, nas áreas costeiras;
Amphlius uranoscopus, nos cursos inferiores do rio;
Aplocheilichthys johnstoni; katangae; uma variedade exótica de poeciliids;
Austroglanis sclateri, deslocados através de esquemas de transferência da água do Orange-Vaal;
Chetia flaviventris;
Chiloglanis pretoriae, C. paratus, swierstrai;
Clarias gariepinus, C. ngamensis, theodorae;
Gambusia, uma espécie exótica;
Glossogobius callidus, giurus nos cursos inferiores;
Lepomis macrochirus, uma espécie exótica;
Micropterusspp., uma perca introduzida;
Mugilidae(mullet), espécies numerosas nas áreas costeiras;
Nothobranchius orthonotus, rachovii, furzeri nas áreas costeiras;
Oncorhynchus mykiss, espécie exótica introduzida;
Oreochromis macrochir, deslocado do sistema hidrográfico do Zambeze para partes do Zimbabué;
Oreochromis mossambicus;
Oreochromis niloticus, uma espécie exótica com cauda em barra;
Oreochromis placidus, provavelmente em área hidrográfica inferior;
Perca fluviatilis, uma espécie exótica;
Psedocrenilabrus philander, um pequeno peixe da família cichlidae;
Salmo trutta, truta castanha;
Schilbe intermedius;
Serranochromis meridianus, possivelmente nos cursos inferiores do rio;
Serranochromis thumbergi, introduzido em partes do Zimbabué pelo sistema hidrográfico do Zambeze;
Synodontis zambezensis; uma espécie exótica introduzida;
Tilapia sparrmanii, rendalli, substrato de desova tilápias.

Fonte: Bell-Cross e Minshull (1988); Lévêque, Bruton e Ssentongo (1988) em FAO 2004

Lepomis macrochirus é uma espécie exótica encontrada na bacia.
Fonte: Engbretson (no date)
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África do Sul

Na África do Sul, no Sistema Hidrográfico do Limpopo, há frenquentemente peixes nas barragens e nos afluentes mais estáveis que alimentam o troço principal do rio. A frequência de ocorrência das espécies de peixes é monitorada em numerosos locais de cada Área de Gestão da Água (WMAs), como parte do National Aquatic Ecosystem Health Monitoring Programme (NAEHMP) - River Health Programme (RHP). Os peixes são indicadores importantes da saúde do rio, e as suas reacções ao habitat ou ambiente modificado são registadas como parte do Fish Response Assessment Index (FRAI). O FRAI observa as condições da linha de base e as espécies, assim como a preferência de habitat e a tolerância à mudança. Há vários locais de monitoramento, na WMA do Limpopo (69), na WMA do Luvuvhu e Letaba (43), na WMA do Crocodilo Ocidental e Marico (98), e na WMA do Olifants (63).

Botsuana e Zimbabué

No Botsuana e Zimbabué, a pesca na bacia contribui pouco em forma de proteínas ou de benefícios económicos (FAO 2004), devido aos vazões variáveis e limitados nos rios.

Consultoria sobre os limites de captura na barragem de Inyankuni, Zimbabué.
Fonte: Schaefer 2010
( clique para ampliar )

Moçambique

O baixo Limpopo é importante para a manutenção das condições produtivas de salobro na foz do rio em Moçambique (FAO 2004). A cultura de espécies marinhas apenas surgiu na última década, e as águas salobros sustentam numerosas espécies que podem servir como fonte de renda e proteínas para os habitantes da área (FAO 2004). Em 2003 a indústria de aquicultura em Moçambique produzia camarão marinho (Penaeus spp.) e algas (Kappaphycus spp.) em explorações agrícolas comerciais, e Tilápia em explorações artesanais (FAO 2005).

Espécies Alienígenas Invasoras e Pescas

A pesca na África Austral está ameaçada pela invasão de espécies alienígenas de peixes e pela degradação do habitat. No rio Limpopo, as espécies Opsaridium peringueyi, Barbus rapax e Chiloglanis swierstrai eram as mais abundantes, mas agora estão ameaçadas. Os rios a sul do rio Limpopo também contêm um grande número de espécies ameaçadas (IUCN 2009). A Tilápia do Nilo (O. niloticus) é uma espécie invasora alienígena bem conhecida, que invadiu toda a África Austral. No sistema hidrográfico do Limpopo, O. niloticus substituiu a espécie da tilápiamenos competitiva, residente nas barragens da bacia, mossambicus. Micropterus e vários outros tipos decarpa também estão a ter impacto sobre a fauna da bacia hidrográfica do Limpopo.

 



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Cenas de vídeo filmadas ao longo do rio Limpopo relacionadas com o tema A População e o Rio


Veja o cronograma histórico dos países da bacia do rio Limpopo, incluindo os acordos de água e construções de barragens