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A População e o Rio

 



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Agricultura  

As contribuições agrícolas do rio Limpopo para o PIB variam de 4 a 5 % no Botsuana e África do Sul, 15 % no Zimbabué e 40 % em Moçambique. Não levando em conta as contribuições monetárias, o valor que a agricultura proporciona em termos de segurança alimentar, geração de renda, alívio à pobreza e emprego é essencial para o bem-estar das pessoas residentes na bacia (FAO, 2004). As condições biofísicas da bacia do rio Limpopo significam que há muitos desafios a superar, onde a agricultura como meio de subsistência está em causa. A área é geralmente semi-árida e tem pouca terra arável, apresentando um potencial muito baixo para as actividades agrícolas.

Uso Tradicional da Terra

“Os sistemas tradicionais de uso da terra na bacia são primeiramente sistemas de baixo consumo, com base na gestão e utilização extensiva dos recursos naturais. As mudanças e as tendências observadas nos últimos anos têm surgido principalmente em resposta às pressões demográficas que levam à exploração mais intensiva dos recursos naturais, o que resulta na degradação irreversível do solo.”

Fonte: FAO 2004

Agricultura de subsistência em Chokwé, Moçambique.
Fonte: Qwist-Hoffmann 2010
( clique para ampliar )

Botsuana

Embora a agricultura represente apenas cerca de 4 % do PIB do Botswana, 65 % da população da bacia do rio Limpopo vive em áreas de exploração agrícola e obtém os meios de vida das actividades agrícolas (FAO, 2004). A maioria das operações agrícolas na bacia estão ao nível da subsistência, com explorações agrícolas de dimensão entre 1 a 3 ha de terra agrária (LBPTC 2010). Segundo o censo agrícola de 1993, 99 % do cultivo arável pertence ao sector agrícola tradicional e ao sector agrícola de subsistência (censo 1993, GOB-MOA-CSO 1995; FAO, 2004). Isso equivale a 80 000 famílias que se dedicam à agricultura arável, 74 % das quais na bacia do rio Limpopo. A dimensão média das explorações agrícolas tem diminuído com o aumento da população da bacia. As explorações agrícolas de menor dimensão têm forçado os criadores de gado a trocar a pecuária tradicional pela criação de ruminantes menores.

Em 1993, o Botsuana tinha cerca de 253 explorações agrícolas comerciais, das quais 122 (48 %) estavam situadas na bacia. Estas quintas representavam 43.5 % das explorações comerciais de pecuária e 69 % das explorações comerciais de agricultura arável (FAO 2004).

Moçambique

A agricultura é o sector dominante em Moçambique, ocupando 80 % da população economicamente activa.
60 % desta mão-de-obra pertence ao sexo feminina. (LBPTC 2010). As explorações agrícolas pequenas ou familiares representam 95 % da terra de produção agrícola. A agricultura de subsistência é praticada por quase todas as famílias que vivem na bacia em Moçambique e o tamanho médio das explorações agrícolas varia entre 1,1 e 1,4 ha (LBPTC 2010). Em Chokwé, a agricultura para o cultivo de alimentos é o sistema dominante, praticado através de alguns esquemas de irrigação em pequena e grande escala.

As condições biofísicas da bacia hidrográfica em Moçambique significam que a agricultura é muito susceptível às secas e inundações, o que torna as pessoas que dependem da agricultura vulneráveis e sujeitas à insegurança alimentar.

África do Sul

Na África do Sul, a bacia do rio Limpopo é dividida em quatro Áreas de Gestão da Água (WMAs). Na WMA do Limpopo, os terrenos com potencial para a agricultura já foram desenvolvidos (DWAF 2003a). As actividades agrícolas ocorrem principalmente nas regiões do centro e do sul da WMA e são dominadas pela agricultura de sequeiro. No entanto, existem também vários empreendimentos de irrigação na WMA. A WMA está coberta de vegetação natural utilizada para a pastagem de gado, o que leva ao sobrepastoreio em algumas áreas. Na WMA do Luvuvhu e Letaba, a agricultura de irrigação intensiva é praticada nas regiões altas da sub-bacia do Pequeno Letaba, na jusante da barragem do Médio Letaba e na bacia hidrográfica do Alto Luvuvhu (DWAF 2003b). A irrigação intensive na WMA do Olifants e as condiçöes favoráveis para as culturas de sequeiro e a pecuária permitem uma contribuição agrícola de 7 % para o GGP (DWAF 2003c). A agricultura é uma fonte importante de subsistência para muitos que vivem na WMA do Crocodilo Ocidental e Marico, embora pouco contribua para o GGP global (DWAF 2003d).

Zimbabué

No Zimbabué, o uso da terra na bacia hidrográfica do Alto Mzingwane (a parcela do Zimbabué situada na bacia hidrográfica do Limpopo) consiste principalmente na exploração agrícola comercial, enquanto que o uso da terra comunal e a agricultura de subsistência são praticados na parte inferior da bacia. O tamanho médio dos terrenos comunais varia entre 0,5 e 14 ha (LBPTC 2010). As terras comunais são consideradas vulneráveis porque são secas, têm solos pobres e não são adequadas para a agricultura de sequeiro. Muitas pessoas vivem consistentemente abaixo do limiar da segurança alimentar. Existe na bacia uma concentração elevada de animais, entre os quais bovinos, caprinos, ovinos e asininos.

Agricultura nos arredores de Chokwé, Moçambique.
Fonte: Qwist-Hoffmann 2010
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