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A População e o Rio

 



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Saúde Humana  

"O bem-estar humano é definido pelo acesso suficiente ao material básico para uma boa vida, saúde, liberdade de escolha, boas relações sociais e segurança (Biggs et al. 2004)."O meio ambiente, através do fornecimento dos serviços dos ecossistemas como água doce, ar, alimentos e lenha é um aspecto fundamental da saúde humana.Alguns exemplos de como o bem-estar e a saúde dependem dos serviços dos ecossistemas são:

  • A lenha é usada para ferver a água a fim de eliminar as doenças transmitidas pela água, para cozinhar os alimentos e matar os parasitas que podem persistir em alimentos, agredindo assim o corpo humano quando consumidos;
  • As plantas medicinais são a principal fonte de medicina para a maioria das populações rurais pobres nos países em desenvolvimento; e
  • Os solos férteis e o acesso à água (chuva, águas superficiais ou subterrâneas) podem garantir a segurança alimentar.

“A falta de acesso à água potável leva ao aparecimento de doenças e à morte prematura, especialmente em crianças. As doenças mais comuns são a diarreia, vermes intestinais, tracoma, esquistossomose (bilharziose) e a cólera (Scholes e Biggs 2004)".

O acesso aos serviços básicos dos ecossistemas às vezes é limitado na bacia do rio Limpopo, o que se deve às suas condições biofísicas. Quando o acesso aos serviços dos ecossistemas está comprometido, então a saúde está também comprometida. Este facto é comprovado pela alta taxa de mortalidade infantil, pelas incidências elevadas da infecção pelo vírus da SIDA, pela insuficiente saúde materna em algumas regiões da bacia, bem como pela baixa expectativa de vida.

Expectativa de vida em 2007.

País

Anos

Botsuana

50,6

Moçambique

42,1

África do Sul

50,5

Zimbabué

45,1

Fonte: World Bank 2010

Recolha de água perto da barragem de Silalabuhwa, Zimbabué.
Fonte: Schaefer 2010
( clique para ampliar )

Os Objectivos de Desenvolvimento do Milénio e a Saúde

Em reconhecimento da relação entre saúde e pobreza persistente, os Objectivos de Desenvolvimento do Milénio foram postos em prática pelos guias das Nações Unidas na tentativa de reduzir a pobreza no mundo até 2015. De acordo com as avaliações de Setembro de 2008, as taxas regionais de progresso na prossecução destes objectivos é desigual (UNDP 2008). Apesar de cada país da África Subsaariana ter mostrado progresso na obtenção de objectivos individuais, como um todo, a região encontrou muitos desafios e tem sido lenta no cumprimento dos Objectivos de Desenvolvimento do Milénio relacionados, em certa medida, com a saúde. No entanto, três desses objectivos estão directamente relacionados com a saúde:

  • Objectivo 4: Reduzir a mortalidade Infantil;
  • Objectivo 5: Melhorar a saúde materna; e
  • Objectivo 6: Combater o vírus HIV, malária e outras doenças.

Na região da África Subsaariana o progresso no cumprimento desses objectivos tem sido contestado. Mas em relação ao objectivo 4, embora a África Subsaariana tenha apenas um quinto das crianças com menos de cinco anos em todo o mundo, a região foi responsável por metade de todas as mortes infantis no mundo em desenvolvimento em 2008 (PNUD 2008). Quanto ao objectivo 5, a região subsaariana tem a menor taxa de nascimentos assistidos por pessoal de saúde qualificado (47% em média), sendo uma das duas regiões em todo o mundo com o maior número de mortes maternas. Quanto ao objectivo 6, prevê-se que o número de pessoas infectadas pelo vírus HIV irá aumentar lentamente no futuro.

Objectivo 4: Reduzir a Mortalidade Infantil

Embora a taxa de mortalidade infantil de crianças abaixo dos cinco anos de idade ser elevada nos Estados da bacia do rio Limpopo, a mesma diminuiu constantemente nos quatro Estados entre 2000 e 2007. Dados da Organização Mundial de Saúde mostram estimativas ligeiramente diferentes. Entre 2000 e 2003, o vírus HIV foi a causa número um da morte infantil de menores de cinco anos no Botsuana (54 %), na África do Sul (57 %) e no Zimbabué (41 %). As causas neonatais, como a diarreia por exemplo, foram a segunda maior causa de morte nos mesmos três Estados da bacia. Em Moçambique, as causas neonatais surgem em primeiro lugar (29 %), seguidas por pneumonia (21 %) e malária (19 %); o vírus HIV surge em 5.° lugar com uma percentagem de 13 %.

Objectivo 5: Melhorar a Saúde Materna

Com a excepção de Moçambique, as taxas de fecundidade na adolescência (nascimentos por 1 000 mulheres entre 15-19 anos) diminuíram em todos os quatro estados da bacia (World Bank 2010).

A percentagem de partos assistidos por pessoal de saúde qualificado em cada Estado da bacia foi estimada entre os anos de 1998 e 2006. A taxa mais baixa foi de 47,7 % em Moçambique em 2003 e a mais alta 94,2 % no Botsuana em 2000. A taxa aumentou na África do Sul de 84,4 % em 1998 para 92 % em 2003. No Zimbabué tem havido uma queda nas taxas de 72,5 % em 1999 para 68,5 % em 2006 (World Bank 2010). A mortalidade materna (por 100 000 nascidos vivos) em 2000 foi de 100 no Botsuana, 1 000 em Moçambique, 230 na África do Sul e 1 100 no Zimbabué.

Objectivo 6: Combater o Vírus HIV, Malária e Outras Doenças

A percentagem da população infectada pelo vírus HIV aumentou ligeiramente na África do Sul e em Moçambique, mas diminuiu no Botsuana e no Zimbabué. O declínio drástico no Zimbabué é atribuível à mudança de comportamento, incluindo um maior uso de preservativos (UNDP 2008).

As taxas de imunização na África do Sul oscilaram em torno de 80 % e permaneceram elevadas no Botsuana.Em Moçambique, as taxas de imunização aumentaram entre 1999 e 2007, enquanto que no Zimbabué têm caído constantemente desde 1999.

 



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