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A População e o Rio

 



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Acesso à Agua  

Tradicionalmente, as comunidades estão muitas vezes situadas perto de uma fonte de água. No entanto, outros factores são considerados na criação de povoações, como o acesso às terras de pastagem e terras cultiváveis. Deste modo, a água tem que ser muitas vezesrecolhida em uma fonte distante da povoação.

A água é um requisito fundamental necessário para sustentar a vida e o bem-estar. Assim, melhorar o acesso à água é um elemento fundamental para o alívio à pobreza. Como se trata de um requisito fundamental para os meios de vida, é frequentemente utilizado como indicador-chave do desenvolvimento. Os governos dos quatro Estados da bacia fizeram progressos significativos nas últimas décadas, no que se refere ao abastecimento de água em comunidades rurais isoladas.

Recolha de Água

Um estudo efectuado pela OMS / UNICEF (2008) verificou que quando as pessoas são obrigadas a deslocarem-se por mais de 30 minutos numa única recolha e transporte de água, acabam por comprometer o seu consumo diário de água, transportando menos água do que a necessária para satisfazer as necessidades básicas da família (água potável, preparação de alimentos e higiene pessoal). Quando a água potável não está directamente disponível, as mulheres são mais propensas que os homens a assumir o encargo de recolher e transportar água potável em local remoto.

As mulheres percorrem geralmente grandes distâncias para recolher água em comunidades rurais.
Fonte: CSIR 2003
( clique para ampliar )

Acesso à Água na Bacia

No contexto global e Africano, o Botsuana, a África do Sul e o Zimbabué têm conseguido fornecer um razoável e melhor acesso à água, bem como serviços de saneamento aos seus cidadãos. Em comparação com os outros países da bacia, Moçambique apresenta taxas relativamente baixas de acesso à água.

Acesso a fontes melhoradas de água potável e saneamento nos países da bacia do rio Limpopo.

País

População20071

Proporção urbanizada
(%) (2010)2

Acesso a fontes melhoradas de água (%) (2006)³

Acesso ao saneamento melhorado (%) (2006)³

     

Urbano

Rural

Urbano

Rural

Botsuana

1 756 651

61.13

100

90

60

30

Moçambique

20 366 795

38.43

71

26

53

19

África do Sul

47 900 000

61.70

100

82

66

49

Zimbabué

11 392 629

38.25

98

72

63

37

1-LBPTC 2010
2- United Nations Department of Economic and Social Affairs 2009-2010 projections.
3- WHO 2008

Para mais informações sobre a água potável e o saneamento na bacia, visite o sitePrograma Conjunto de Monitorização OMS/UNICEF (JMP) para o Abastecimento de Água e Saneamento. O JMP tem a função de monitorar o progresso de encontro aos Objectivos de Desenvolvimento do Milénio, no que se refere às metas relativas à água potável e ao saneamento.

Disenteria Infantil no Vale do Limpopo

De acordo com um estudo realizado por Gundry et al. (2009) a incidência da disenteria infantil no distrito de Vhembe na África do Sul e no distrito de Zaka no Zimbabué, localizados nas duas margens do rio Limpopo, é analisada em relação com as fontes de água. O distrito de Vhembe apresentou uma incidência maior da doença diarréica infantil do que a média nacional (224,3/1 000 em relação à média nacional de 133,4/1 000). Ambos os distritos tiveram uma média baixa de acesso à água potável e ao saneamento (59 % em relação à 93 % na África do Sul, e 46 % em comparação com 81 % no Zimbabué).

Testes de qualidade da água mostraram que nas fontes de água tratada, como chafarizes e fontes de água subterrânea protegidas a incidência de E. coli eram inferiores a 10 UFC/100mL em 90 % dos casos. Para fontes não tratadas (fontes de água subterrânea e água superficial não tratada) a incidência de E. coli eram inferiores a 10 UFC/100mL em apenas 26 % dos casos.

Fonte: Gundry et al. 2009

Acesso à Agua

O acesso à água potável e ao saneamento básico é um indicador-chave para o desenvolvimento humano. De acordo com as normas das Nações Unidas (ONU), o acesso à água potável (ver quadro abaixo) é medido segundo a proporção da população com acesso à uma quantidade adequada de água potável localizada à uma distância razoável do domicílio do utilizador (OMS / UNICEF 2008).

A Escada de Água Potável

O abastecimento de água potável pode ser dividido em três categorias, ilustrado na forma de uma escada de "água potável". A categoria "fontes de água potável" inclui fontes que, pela natureza da sua construção ou através da intervenção activa, estão protegidas de qualquer contaminação exterior, especialmente de matéria fecal. Alguns exemplos são água encanada em uma habitação, terreno ou quintal e de outras fontes melhoradas. As “fontes não tratadas” compõem a terceira parte da escada.

  • Fontes de água potável não melhoradas (poço escavado desprotegido, fonte desprotegida, carreta com tanque / tambor pequeno, caminhão de tanque) e água superficial (rio, barragem, lago, lagoa, ribeiro, canal, canal de irrigação);
  • Fontes melhoradas de água potável, além da água encanada (torneiras públicas ou chafarizes, poços ou furos de água, poços protegidos, nascentes protegidas e recolha de águas pluviais); e
  • Água canalizada para habitação, terreno ou quintal (conexão de água encanada no domicílio, terreno ou quintal do utilizador).

Fonte: WHO/UNICEF 2008

A pobreza crónica é geralmente induzida pela exposição prolongada a ameaças como a seca, fome e conflitos.

Geralmente é agravada pelo afastamento, uma vez que o acesso aos serviços públicos, mercados, saneamento e saúde diminui com a distância dos grandes centros urbanos.

Devido à falta de proximidade a estes componentes de meios de vida, as populações rurais pobres são geralmente mais vulneráveis.

Perante uma situação económica reduzida, as pessoas mais pobres vivem geralmente em condições sanitárias precárias, com acesso limitado ou nulo à água potável, o que aumenta ainda mais a sua vulnerabilidade. Esses múltiplos factores combinados são muitas vezes referenciados como ciclo da pobreza: Numerosos factores como a desnutrição, doenças e más condições de vida que, quando combinados, torna-se difícil para as pessoas sair da condição de pobreza de maneira a melhorar o próprio nível de bem-estar e criar um meio de vida mais positivo. Ou seja, é difícil obter e manter um emprego ou produzir os seus próprios alimentos, quando se sofre de malária ou desnutrição. Pobreza e saúde são questões intimamente ligadas que formam um elo de retroalimentação.

A incapacidade ou redução da capacidade de trabalho, a doença, invalidez e a falta de saúde aumentam a pobreza. Por sua vez, a pobreza, mediante a redução da qualidade de vida, expõe os indivíduos e as comunidades a riscos de saúde, uma vez que estes grupos são muitas vezes marginalizados em terras de má qualidade e sem facilidades. O saneamento deficiente é uma das principais causas de doença e morte na África.O aumento das populações urbanas significa que muitos migrantes que procuram trabalho nas cidades acabam por viver em habitações baratas de alta densidade e na periferia das cidades. A habitação informal tem pouco ou nenhum saneamento, o que aumenta consideravelmente os riscos de saúde.

 



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