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A Gestão dos Recursos Hídricos

 



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Infra-estrutura de Água: Sistemas de Abastecimento de Água de Pequena Escala e Saneamento  

Embora a água superficial fornecida através de grandes esquemas de transferência de água e barragens seja uma fonte importante de água potável na bacia hidrográfica do Limpopo, as zonas áridas da bacia são altamente dependentes da água subterrânea (conforme assinalado no ponto Água Subterrânea na Bacia), e do abastecimento em pequena escala de água superficial. A maioria dos consumidores são consumidores informais de pequena escala nas zonas rurais com o direito de uso regulado através de arranjos informais a nível local (van Koppen et al. 2008).

O Programa de Monitorização Conjunta para o Abastecimento de Agua Potável e Saneamento (JMP) da OMS e da UNICEF é responsável pelo acompanhamento do progresso no sentido de atingir os Objectivos do Desenvolvimento do Milénio (MDG) relacionados com água potável e saneamento. Os dados mais recentes fornecidos pelo JMP para cada um dos países que partilham a bacia do rio Limpopo é de 2008. Os quadros abaixo fornecem os resultados em percentagens para populações rural e urbana de cada país (OMS/UNICEF 2010).

2008 OMS/UNICEF Programa de MonitorizaçãoConjunta –Acesso à Água Melhorada como um indicador.

País

Acesso à Fonte Melhorada

de Água1

 

% Da População Urbana

% Da População Rural

Botsuana

99

90

Moçambique

77

29

África do Sul

99

78

Zimbabué

99

72

1 Uma fonte de água potável melhorada é definida como aquela que, por natureza da sua construção ou através de intervenção activa, está protegida de contaminação externa, em particular, de contaminação com matéria fecal

Fonte: WHO/UNICEF 2010

2008OMS/UNICEF Programa de Monitorização Conjunta – Acesso a Instalações Sanitárias Melhoradas como um indicador.

País

Acesso a Instalações

Sanitárias Melhoradas1

 

% da População Urbana

% da População Rural

Botsuana

74

39

Moçambique

38

4

África do Sul

84

65

Zimbabué

56

37

1 De conformidade com o sistema de monitorização MDG, uma instalação sanitária melhorada,é definida como aquela que higienicamente separa excreções humanas do contacto humano

Fonte: WHO/UNICEF 2010

Conforme assinalado no quadro 1, o acesso a uma fonte de água melhorada é mais elevado no Botsuana e na África do Sul, com cerca de, respectivamente, quase 100% de acesso para a população urbana e 78% para a população rural. Contudo, no Zimbabué cerca de um terço da população rural não tem acesso a uma fonte melhorada de água, enquanto que em Moçambique este número é ainda mais baixo. Em termos de acesso a instalações sanitárias melhoradas (Quadro 2) todos os países, com excepção da África do Sul, tem acesso limitado a instalações sanitárias com mais de metade da população sem acesso.

África do Sul

Na África do Sul, o aquífero do Limpopo, conforme discutido em Água Subterrânea, é tipicamente acedido através de poços escavados à mão, sistemas de bombagem, galerias de infiltração e furos. Entretanto, métodos apropriados de perfuração são raramente utilizados, os quais poderiam aumentar a capacidade de produção dos furos.

Água e o Programa de Reconstrução e Desenvolvimento (RDP) na África do Sul

Na África do Sul, 21 milhões de pessoas careciam de saneamento básico em meados dos 1990 (Pallett 1997). O Programa de Reconstrução e Desenvolvimento (RDP) foi lançado em 1994 para fornecer água e saneamento básico a todos os sul-africanos até 2001. O objectivo definido foi de fornecer o mínimo de 25 litros de água potável per capita e por dia e disponível durante 12 meses por ano em uma torneira a menos de 200 m de distância. Em respeito ao saneamento, o objectivo foi disponibilizar uma latrina bem construída e ventilada para cada família.

O Índice de Desenvolvimento Mundial de 2006 mostra que este programa foi bem sucedido, uma vez que 100% da população da África do Sul tem acesso a instalações sanitárias melhoradas.

Zimbabué

No Zimbabué, 70% da população vive em zonas rurais. Aqui a água é consumida acima de 90% dos casos sem tratamento. Como resultado a maioria das mortes relativas à falta de água tratada e de saneamento ocorrem nas zonas rurais (Nare et al. 2006). Para as comunidades rurais, a água para o abastecimento doméstico é tipicamente proveniente de furos subterrâneos e aproximadamente um terço é destinado para a agricultura e actividades produtivas. A qualidade da água, como discutida em Qualidade da Água da Bacia do Rio, é uma determinante importante no sucesso dos esquemas relativos à água rural (A Gestão da Demanda de Água a Nível da Bacia).

Quase metade das casas pesquisadas no estudo Nare et al. revelou problemas de qualidade de água devido à salinidade ou à contaminação por bactérias (Nare et al. 2006). Embora não hajam casos publicados de impactos de actividade industrial na qualidade de água, a drenagem ácida de minas e a contaminação por metais são registados no noroeste do Zimbabué (Nare et al. 2006).Poluição por nitratos através do esgoto foi registado na área de Beitbridge enquanto que os resultados das áreas de Mwenezi e Gwanda sugerem a existência de problemas relacionados com salinidade e turbidez (Nare et al. 2006). O garimpo do ouro também provoca o assoreamento e poluição por mercúrio.

Um tubo conduzindo água a uma comunidade próxima a Diana's Pool, Zimbabué.
Fonte: Schaefer 2010
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