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A Gestão dos Recursos Hídricos

 



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Infra-estrutura de Irrigação: Zimbabué  

O potencial de irrigação da bacia do Limpopo dentro do Zimbabué é estimado em 10 900 ha (FAO 2004). Desta área, aproximadamente 36 % está sob irrigação de pequena escala, agricultura comercial de larga escala e sob a jurisdição do Agricultural Rural Development Autority (ARDA). A área sob irrigação de pequena escala é de 1 550 ha utilizando várias tecnologias. O quadro abaixo delineia as tecnologias de irrigação utilizadas na bacia.

Tecnologias utilizadas nos principais esquemas de irrigação de pequena escala na bacia do Limpopo no Zimbabué.

Tecnologia

Área (ha)

Número de agricultores

Barragem e irrigação de superfície

1 005

3 291

Extracção de areia e irrigação de superfície

323

947

Furos de bombagem e irrigação por aspersão

23

60

Furos de bombagem e irrigação de superfície

52

150

Extracção de areia e canais

42

98

TOTAL

1 445

4 546

Fonte: adaptado de FAO 2004

Os talhões tem dimensões entre 0,1 a 0,5 ha/família, dos mais antigos aos mais recentes esquemas, respectivamente (FAO 2004). Comissões de gestão de irrigação gerem os esquemas de pequenos proprietários, as quais são eleitas todos os anos.

Tem havido uma vasta introdução de pacotes de irrigação gota-a-gota, de baixo custo, nas terras da comunidade (Love et al. 2005). Há esquemas de irrigação de várias dimensões na parte zimbabueana da bacia do Limpopo. Recolha da água das chuvas está a prevalecer e tem muito potencial nos rios da região mais a montante dos rios Thuli, Ntshabezi, e Mzingwane.Um agricultor da área da lagoa de Diana ganhou um prémio pelo seu sistema de recolha da água das chuvas. Há um largo esquema de irrigação privada em Mwenezana pela Triangle Sugar Ltd.

Água para irrigação fornecida pela barragem de Silalabuhwa, Zimbabué.
Fonte: Schaefer 2010
( clique para ampliar )

Cultivando à Maneira de Deus

GURUVE, Zimbabué, Abril 2, 2010 (IPS) - Mbuya Erica Chirimanyemba é uma maravilha entre as mulheres e homens! Vê-la cavando buracos em terreno seco no início deste ano, os seus vizinhos pensaram que a velha tinha enlouquecido. Mas Chirimanyemba, de sessenta anos, estava pondo em prática uma técnica alternativa de cultivo.

E rendeu tão bem que o seu marido – que abandonou o distrito vencido por oito anos de seca perene, regressou para ver as maravilhas que ela que está introduzindo na sua fazenda.

"Ao longo do tempo temos estado a faze-lo erradamente, mas agora estamos a fazer agricultura à maneira de Deus e as coisas estão a funcionar para nós.” Disse a energética velha de 60 anos.

Chirimanyemba é uma das 10 000 agricultoras de pequena escala em Guruve – um distrito árido da Província Central e Mashonal do Zimbabué – que adoptou métodos de cultivo de conservação.

Cães Velhos, Truques mais Velhos.

"Mesmo no passado esta é a forma como os nossos pais faziam a agricultura mesmo antes de começarem a utilizar a força da tracção. As colheitas foram sempre muito boas então porque esta é a maneira de Deus de cultivar. Não obstante o número de cabeças de gado que eu tiver, nunca mais utilizarei a tracção; Eu sei o segredo de agricultura produtiva," disse Chirimanyemba.

O Fundo para a Agricultura Sustentável (SAT) introduziu Chirimanyemba na agricultura de conservação em 2007. SAT está facilitando a adopção da agricultura de conservação em Guru, com o apoio da Organização para a Agricultura e Alimentação sob o Global Food Facility da União Europeia, estabelecido em resposta à crise de segurança alimentar que se desenvolveu em 2008.

Agricultura de Conservação envolve fazer as plantações em pequenas bacias ou buracos, que minimizam o trabalho do cultivo. Adicionalmente à redução dos distúrbios na estrutura do solo, a prática também economiza tempo, energia e dinheiro, uma vez que os agricultores sem os seus próprios animais ou tractores não têm de alugar equipamentos agrícolas. Outra técnica inclui o Mulching (cobertura artificial do solo), consorciação e rotação de culturas.

Durante a estação seca, Chirimanyemba cava milhares de pequenos buracos e enche-os de adubos. Quando a chuva vem, ela está preparada para plantar imediatamente, enquanto que os vizinhos que dependem da opção convencional de lavrar e preparar os seus campos lutam para alugar tracção e para colocar as sementes no solo.

Apoio aos Agricultores

Na colheita de 2009/2010, cerca de 176 000 pequenos agricultores, a nível nacional, receberam sementes e adubos da EU Food Facility, Em Fevereiro, a União Europeia anunciou um montante adicional de apoio de $13 milhões, o qual beneficiará mais 80 000 famílias.

Na medida que agricultores de pequena e grande escala se preparam para colheita das suas culturas de milho no Zimbabué, parece que as produções são maiores para aqueles que praticam agricultura de conservação do que aqueles que dependem de métodos convencionais de lavoura.

Ian Henderson, um ex-agricultor comercial agora trabalhando como consultor para agricultura, disse que ele espera uma média de produção de 1,5 toneladas por hectare dos 10 000 agricultores de conservação no distrito. Isto, disse ele, assegura que o distrito terá comida suficiente para os próximos 12 meses.

Em contraste, esta colheita actual será um desastrepara os agricultores que utilizam métodos de lavoura convencional. Culturas que foram plantadas tardiamente murcharam antes de chegarem a etapa de fertilização.

"Aqueles que não estão no programa (Agricultura de Conservação) plantam tarde, uma vez que têm de esperar pelas chuvas para que possam começar a preparar os seus campos. Aquando da conclusão da plantação, as nossas culturas já estão à altura do joelho“, disse Judas Phiri, supervisor do distrito de SAT.

"Da maneira com as coisas se apresentam“, disse Henderson, "as produções não são tão boas para alguns agricultores que usam a lavoura convencional, uma vez que tem de esperar pelas primeiras chuvas antes que possam preparar os seus campos e plantar. Por cada dia de atraso que um agricultor tem em plantar, após as primeiras chuvas, tu perdes 120 kg por hectare. Isto é muito, uma vez que se traduz em mais de uma tonelada numa só semana."

Adaptando às Condições

Mudanças climáticas estão criando um pesadelo para aqueles que dependem dos métodos convencionais. O chefe da aldeia de Mavhunga, Teddy Chihoko, disse que agricultores estão a ter dificuldades em planificar com antecedência.


"Nestes dias é difícil dizer quando é que as chuvas iniciarão“, disse Chihoko. Esta agricultura de conservação provou ser muito útil em ajudar os agricultores em se prepararem a tempo. Ajudou-nos muito a desenvolver a nossa comunidade e lutar contra a pobreza."

Depois de duas colheitas bem sucedidas usando as técnicas de conservação, Mbuya Chirimanyemba é o tema de conversa na aldeia. Ela foi nomeada a melhor agricultora no distrito de Guruve para a colheita de 2009/2010.

Lameck, o marido de Chirimanyemba, disse que a adopção da agricultura de conservação pela sua família melhorou a sua posição social.


"Pessoas terão sempre uma melhor percepção de ti se souberem que tens comida, do que quando tens fome. Este tipo de agricultura realmente nos ajudou“, disse Lameck. O neto de Chirimanyemba que teve de abandonar a escola devido ao não pagamento das propinas, já retomou a sua formação.


"O meu neto também já voltou para a escola. As coisas estão a funcionar para mim agora. Na colheita de 2008/2009 eu tive 35 sacos. Desta vez estou esperar não menos que 50 sacos. Não tenho duvidas que este ano terei a minha maior colheita de sempre“, disse Chirimanyemba.

Fonte : Inter Press Service News Agency (IPS) - Ephraim Nsingo 2010a

Esquemas de irrigação da bacia de Mzingwane.
Fonte: Department of Irrigation 2010
( clique para ampliar )

 



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