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Uso de Água na Bacia

Botsuana

A retirada de água anual para uso doméstico no Botsuana foi de 41 % da retirada total em 2007, de acordo com os Indicadores de Desenvolvimento(Banco Mundial 2010).

A demanda de água actual na bacia do rio Limpopo no Botsuana é predominantemente dos sectores urbano, irrigação erural doméstico, sendo que urbano inclui o consumo doméstico, industrial, institucional, e mineiro, assim como a água não contabilizada (significando as perdas de água por vazamentos, etc.) (LBPTC 2010).

A demana de água urbana é o sector com o crescimento mais rápido com a projecção para 2020 a quase duplicar para118 Mm³/ ano (LBPTC 2010). Prevê-se que as áreas de irrigação aumentem em aproximadamente 5000 ha, por isso, vão ser necessários 48 Mm³/ano adicionais, um aumento de 400 % em relação à demanda actual. As projecções anuais para o abastecimento de água rural até 2025 são de aproximadamente 120 Mm³ indicando um aumento de aproximadamente 100 %.

As projecções da demanda de água não estavam disponíveis para o gado pois está muito disperso e baseado nas áreas rurais.

Moçambique

O uso de água actual na bacia do rio Limpopo em Moçambique é principalmente para irrigação com 95 % da demanda de água total. A demanda urbana e industrial é inferior a 4 % sendo que a demanda rural depende primeiramente de água subterrânea. Isto corresponde aos Indicadores de Desenvolvimento Mundiais de 2007 que referem a percentagem de demanda de água para uso doméstico como apenas 11 % no país (Banco Mundial 2010).

Prevê-se que os desenvolvimentos propostos para irrigação aumentem a demanda em aproximadamente 450 % anualmente para 1 200 Mm³ no futuro. Para além de um projecto de exploração mineira grande que está agora pendente que iria captar água do rio Limpopo, não existem outras necessidades de água significativas no futuro em Moçambique com os dados disponíveis.

A barragem do Chokwé faz parte de um dos esquemas de irrigação proeminentes em Moçambique.
Fonte: Qwist-Hoffmann 2010
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África do Sul

A retirada de água anual para uso doméstico na África do Sul foi 31 % da retirada total em 2007, de acordo com os Indicadores de Desenvolvimento (Banco Mundial 2010). Isto corresponde à demanda de água actual na parte Sul-africana da bacia do rio Limpopo, que é predominantemente dos sectores de irrigação e urbano, com 49 % e 22 %, respectivamente (LBPTC 2010). As demandas de água restantes incluem rural, sector mineiro, produção de electricidade e florestação. As transferências para outras bacias representam apenas 0.3 % com 7 Mm³ anualmente.

As projecções gerais para o uso de água futuro incluem aumentos no abastecimento urbano e rural com uma população e níveis de serviços crescentes, e não se prevê nenhum aumento na demanda de outros sectores significativos.

A demanda de água em cada Área de Gestão de Água (WMA) nacional varia com base no uso da terra. As demandas de água dominantes, em cada WMA, estão resumidas abaixo, da maior à menor (DWAF 2003a, b, c, d):

  • Crocodilo (Oeste) & Marico – Demanda urbana, industrial e exploração mineira, irrigação, produção de electricidade.
  • Limpopo – Irrigação, industrial/mineira, produção de electricidade.
  • Luvuvhu & Letaba – Irrigação, florestação, abastecimento doméstico rural, abeberamento do gado/caça; industrial/mineira.
  • Olifants – Irrigação, produção de electricidade, industrial/mineira.

As demandas nas WMA Crocodilo (Oeste) & Marico reflectem o domínio do desenvolvimento urbano e industrial nesta área. Na WMA de Limpopo 75 % da demanda é do sector de irrigação pois há irrigação toda a WMA.

Os requisitos sectoriais de água na WMA de Luvuvhu & Letaba, reflectem a forte natureza rural e agrícola da WMA com a menor demanda industrial/mineira. Na WMA Olifants (rio dos Olifants) ligeiramente mais de metade da demanda é para irrigação devido aos amplos desenvolvimentos de irrigação a jusante da Barragem Loskop. A água usada para a produção de electricidade é predominantemente para arrefecer água para as centrais térmicas que têm um consumo muito elevado.

Zimbabué

A retirada de água doce anual para uso doméstico no Zimbabué foi 14 % da retirada total em 2007 de acordo com os Indicadores de Desenvolvimento (Banco Mundial 2010).

A demanda de água actual na bacia do rio Limpopo no Zimbabué foi avaliada com base em licenças de uso de água actuais (LBPTC 2010). A demanda de água está concentrada na parte superior da bacia pois a segunda maior cidade, Bulawayo, está parcialmente localizada nesta área. Os sectores agrícola e urbano (incluindo indústria e exploração mineira) representam aproximadamente 47 a 51 % da demanda total na bacia do rio Limpopo. O uso de água rural representa apenas 0.4 % da demanda.

As projecções indicam que a demanda de abastecimento de água agrícola, urbana e rural vai aumentar para cerca de 1 000, 810 e 6 Mm³ anualmente, respectivamente. Isto mostra um aumento significativo de 56 % na agricultura com aumentos mais pequenos na demanda urbana e rural de 17 e 20 %, respectivamente.

Barragem Inyankuni, Zimbabué.
Fonte: Schaefer 2010
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