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A Gestão dos Recursos Hídricos

 



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Recreação e Turismo  

Conforme notado na secção sobre Uso e Alocação de Água, existem vários tipos de utentes de água. O turismo impõe exigências consumptivas e não-consumptivas sobre a água. As receitas do turismo dependem, em grande parte, da presença de vida selvagem e, como tal, a principal utilização não-consumptiva da água provem de actividades ecoturísticas relacionadas com a observação de vida selvagem (Swatuk e Rahm 2004).

As actividades turísticas na bacia do rio Limpopo realizam-se em ou perto de reservas, parques e áreas de gestão da vida selvagem que visam a preservação da flora e fauna. Uma porção significativa da bacia do rio Limpopo é utilizada para fins de ecoturismo e a conservação da natureza (FAO 2004).

A área total da bacia do rio Limpopo atribuída a áreas de conservação é de aproximadamente 60 000 km² (Environmentek, CSIR 2003). A tabela abaixo indica as áreas de conservação por país ribeirinho.

Áreas de conservação na bacia do rio Limpopo.

País

Tipo(s) de Área de Conservação

Área de Conservação(km²)1

Botsuana

Reserva de Caça

415

Moçambique

Parque Nacional, Reserva de Caça, Reserva Natural

31 503

África do Sul

Reserva Privada, Área Protegida, Área de Vida Selvagem

20 081

Zimbabué

Área Protegida, Parque-Safari

5 540

1 Reservas de animais e naturais, parques nacionais, reservas privadas, áreas protegidas e áreas para safari

A venda de produtos artesanais (como esculturas em madeira, bijutaria, olaria, trabalhos em palha) e iniciativas de turismo agrícola/rural são prevalecentes na bacia. O Parque Transfronteiriço de Gaza-Kruger-Gonarezhou ocupa parte da bacia do Limpopo e deverá acomodar 2 300 hóspedes (LBPTC 2010).

Botsuana

O turismo na bacia do rio Limpopo no Botsuana consiste em reservas de caça devido a populações de animais selvagens que residem ao longo do lado este do Rio Limpopo, nas quintas Tati, Reservas de Mashatu e Gaborone, Santuário de Rinocerontes de Khama e em sete reservas de caça privadas (LBPTC 2010). Também existem locais históricos tais como Lepokole, Tswapong, Shoshong Hills e as ruínas de Moremi e Domboshaba. Existem dois locais turísticos que ainda não entraram em operação (Projecto Comunitário Lepokole/Mapananda e Fundo de Conservação Moremi Manonnye) (LBPTC 2010).

Moçambique

Existe um elevado potencial turístico na maior parte da bacia do rio Limpopo em Moçambique. Os distritos de Bilene, Mandlakazi, Massinga e Xai-Xai na zona costeira estão classificados como tendo um elevado potencial para turismo de praia (LBPTC 2010). Uma vez que grandes áreas dos distritos do interior são abrangidas por parques nacionais e reservas, também se considera que tenham um elevado potencial turístico. Apesar disto, a bacia do Limpopo em Moçambique dispõe de poucas infra-estruturas turísticas.

O Parque Nacional de Bahine (PNB) está localizado na Província de Gaza a nordeste do rio Limpopo. Os cursos superiores das correntes que alimentam o PNB situam-se junto à fronteira com o Zimbabué (McNamara et al. 2006). Este parque não tem sido desenvolvido, desde que foi criado em 1972 para proteger as zonas húmidas da área. Ele faz parte do Parque Tranfronteiriço do Grande Limpopo juntamento com o Parque Nacional do Limpopo.

África do Sul

A metade norte do Parque Nacional Kruger National Park localiza-se dentro da bacia do rio Limpopo (FAO2004). As reservas naturais e reservas de caça privadas na parte Sul-africana da bacia incluem:

  • Rancho Letaba;
  • Reserva Natural Honnet;
  • Reserva Natural e Quinta Experimental Messina;
  • Blouberg Mountain;
  • Lesheba Wilderness;
  • Buzzard Mountain Retreat;
  • Reserva Natural Happy Rest;
  • Parque Nacional de Marekele;
  • Lapalala Wilderness;
  • Touch Stone;
  • Reserva Natural da Barragem Doorndrai;
  • Reserva Natural da Barragem Hans Strijdom;
  • Reserva Natural Mabalingwe;
  • Reserva Natural Potgietersrus;
  • Reserva Natural Warmbaths;
  • Reserva Natural Langjan; e
  • Reserva Natural do Blyde River Canyon.

O Kruger National Park necessita apenas de pequenas quantidades de água para o abeberamento dos animais e as actividades do eco-turismo (FAO 2004). O Kruger National Parkfaz parte do Parque Transfronteiriço do Grande Limpopo.

Byde River Canyon, África do Sul.
Fonte: Kaffer 2007
( clique para ampliar )

Zimbabué

Para além do Kruger National Park na África do Sul e dos Parques Nacionais do Limpopo e Banhine em Moçambique, o Parque Nacional Gonarezhouno Zimbabué também faz parte do recentemente criado Parque Transfronteiriço do Grande Limpopo. Isto é discutido em mais detalhe no âmbito do tema A População e o Rio.

ESTUDO DE CASO: Programa CAMPFIRE

Vastas extensões de terra que dominam a bacia do rio Limpopo fornecem habitats para várias espécies de animais selvagens. A vida selvagem tornou-se numa opção de uso de solo importante na área e actividades tais como safaris de caça e ecoturismosão uma fonte de renda para as comunidades locais. A África do Sul e o Zimbabué dedicam vários milhares de hectares a estes dois “sistemas de produção”.

O maior Parque Nacional do Zimbabué, o Gonarezhou, e o Kruger National Park e outras reservas de caça (p. ex., Pilanesburg e Madikwe) têm grandes manadas de elefantes, leões, búfalos e outros animais.

O Programa de Gestão Comunitária CAMPFIRE no Zimbabué almeja apoiar as comunidades locais a lucrarem com e a conservarem os recursos indígenas. CAMPFIRE foi estabelecido por lei aprovada em 1987, que permitiu que as comunidades beneficiassem dos recursos animais dentro das suas fronteiras. As comunidades beneficiam directamente de rendas derivadas de animais caçados como troféus ou provenientes de actividades relacionadas com o turismo.

As quotas de utilização de vida selvagem definidas pelo Departamento de Parques Naturais são divulgadas por conselhos distritais e as rendas geradas são entregues às comunidades.

As comunidades que vivem nos limites de Parques Nacionais têm um grande legado de vida selvagem e, por isso, um maior potencial para gerar renda através do programa CAMPFIRE. O estabelecimento de propriedades privadas denominadas de Wildlife Estates em ranchos previamente comerciais (p. ex. o Save Valley Conservancy and Malilangwe Trust) contribuiu igualmente para um aumento na população de animais na área. As condições climáticas rigorosas na bacia do rio Limpopo mantiveram a densidade populacional humana baixa, favorecendo assim a vida selvagem. Na bacia, projectos bem sucedidos do programa CAMPFIRE foram estabelecidos nos distritos de Chipinge, Beitbridge e Chiredzi. A maioria dos fundos do CAMPFIRE é gerada através da caça de troféus. O uso de fundos do CAMPFIRE é determinado pelas comunidades de acordo com as suas necessidades, tais como a construção de clínicas, escolas, estradas e furos e o desenvolvimento de projectos comunitários que geram rendimentos, tais como projectos de moagem ou jardinagem. Em alguns distritos, os rendimentos são usados para compensar perdas nas culturas e no gado causadas pelos animais selvagens. Em tempos de seca, as pessoas podem optar por dinheiro e pacotes de sementes para compensar os impactos da seca.

Argumentou-se que o rendimento do CAMPFIRE pode ser um incentivo para a redução da população de gado nos ambientes secos e frágeis. Todavia, isto não aconteceu, mesmo nos projectos mais bem sucedidos, pois o rendimento do CAMPFIRE é normalmente muito pequeno para substituir os benefícios da propriedade de gado.

Não obstante, o CAMPFIRE tem sido muito bem sucedido e aumentou a responsabilidade comunitária pelos recursos naturais e o interesse na conservação. Igualmente gerou fontes de rendimento alternativas. É aconselhável adoptar uma abordagem semelhante ao CAMPFIRE noutras terras comunitárias localizadas perto de reservas de caça existentes na bacia do rio Limpopo e outros ambientes semelhantes.

Fonte: FAO 2004

 



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