Botswana Mozambique South Africa Zimbabwe Sobre Como Usar Glossário Documentos Imagens Mapas Google Earth go
Favor fornecer feedback! Clique para detalhes
Home The River Basin People and the River Governance Resource Management
A Gestão dos Recursos Hídricos

 



Feedback

send a comment

Feedback

 

Reciclagem da Água no Botsuana  

Os termos reciclagem de água e reutilização de água podem ser usados alternadamente, uma vez que têm o mesmo sentido. O artigo seguinte, escrito por Alma Balopi, foi publicado no SADC Waterwire através do Inter Press Service (IPS) a 20 de Agosto de2010. O artigo discute algumas das questões por trás da reciclagem de água e investiga algumas opiniões públicas sobre o consumo de água residual tratada.

Adquirir um Gosto por Água Reclicada

Muitas pessoas encolhem-se rapidamente à mera menção de beber água residual tratada

"Assim que oiço que é água residual tratada, a minha cabeça enche-se de imagens da água residual antes de ser tratada e eu nunca a vou beber," diz Chandida Matebu, de 25 anos, com o olhar nos seus olhos a confirmar as suas palavras.

"Eu bebia se não soubesse que era tratada. Mas mesmo que venha engarrafada e venha da América, eu não bebo. A água não vai descer pela minha garganta, nem pensar."

Obert Gakeope é uma rara expepção. "A maioria das pessoas já a bebeu sem saber. É a ideia de saber que desencoraja as pessoas. Eu bebi a água quando estava em Windhoek e na América e sei que não faz mal à minha saúde."

Gakeope disse que não teria medo de beber a água desde que conhecesse o processo usado para a tratar.

A sua abertura à água reciclada – e a rejeição muito mais comum de Matebu – vão ser testadas num futuro próximo. De acordo com Matida Mmipi, a gestora de relações públicas da empresa de água Water Utilities Cooperation (WUC), um projecto inovador para a recuperação de água poluída foi proposta pela fábrica de tratamento de águas residuais de Glen Valley em Gaborone.

Ela explicou que o projecto, que foi iniciado depois da seca debilitante de 2006/07, passou as fases de pré-viabilidade e viabilidade, com os consultores contratados a indicar que o aproveitamento de água residual é tecnicamente e economicamente realizável para a capital do Botsuana.

Dentro de dois anos, os residentes de Gaborone podem estar a beber água aproveitada, tal como as suas contrapartes em Harare, Windhoek e Londres já fazem há décadas.

O Ministro da Energia, Recursos Minerais e Recursos Hídricos Ponatshego Kedikilwe disse que o projecto de água residual estava a avançar.

"O objectivo é suplementar o tratamento para aumentar o abastecimento de água potável a Gaborone até 2013, altura em que se prevê uma deficiência no abastecimento de água."

Os estudos de viabilidade incluíram um exercício de participação pública extenso realizado como parte do processo de Avaliação de Impacto Ambiental (AIA). Embora cientes do facto de que muitas pessoas já tinham expressado a sua relutância em consumir água tratada, os consultores da WUC indicaram que "o processo de AIA não identificou que esta relutância fosse uma preocupação significativa em todas as áreas que vão ser afectadas, que incluem áreas actualmente abastecidas pela WUC de Lobatse a Mochudi incluindo Gaborone."

Cauteloso em relação às percepções prevalecentes, Kedikilwe foi rápido a mitigar as preocupações do público.

"Todos nós já viajamos para fora do país a determinada altura. Se já estiveram na África do Sul, beberam água tratada ou se viajaram para Israel ou Londres. Por isso, apreciem a água no vosso país," disse Kedikilwe.

"A água deve ser tratada e usada para a irrigação de culturas; o tratamento para plantas como beterraba vai ser diferente do para o milho. Mas haverá uma fase em que a água é tratada e volta para o sistema e nós bebemos," acrescentou Kedikilwe.

Prevê-se que a estação de tratamento utilize seis processos de tecnologia de filtração, desinfecção e estabilização. Todavia, isto pode servir de pouco conforto para alguns consumidores que questionam se haverá alternativas ao tratamento de água residual e se o produto final é seguro para consumo humano.

O projecto de tratamento de águas residuais faz parte das intervenções de abastecimento de água da WUC, que prevê uma escassez de água no Gaborone em 2030.

O artigo original encontra-se em SADC Waterwire.

 



Interactive

Explore as sub-bacias do rio Limpopo


Examine o comércio de água virtual e a pegada de água dos países da SADC


Investigate the dams of the Limpopo basin


Cenas de vídeo filmadas ao longo do rio Limpopo relacionadas com o tema Gestão dos Recursos Hídricos